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[English corner #5] Ernest Hemingway

sábado, 21 de julho de 2012

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Dia 21 de Julho marca uma data muito importante para a literatura Norte-Americana e mundial: há 113 anos, em 1899, nascia um garoto que viria se tornar um dos mais respeitados nomes das Letras: Ernest Hemingway.


Ernest Miller Hemingway, natural de Oak Park, no estado de Illinois, foi o segundo filho de Clarence Hemingway, um médico, e Grace Hall Hemingway, uma musicista. Durante sua infância, o menino desenvolveu habilidades nas áreas da pesca e da caça, que se tornariam paixões ao longo de sua vida. Após graduar-se no ensino médio, em 1917, Hemingway  trabalhou como reporter para um jornal do Missouri.


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[caption id="" align="aligncenter" width="456"] retrato de família: Hemingway, sua esposa e filhos.[/caption]

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No ano seguinte, porém, sua vida sofreu uma mudança drástica. Durante a Primeira Guerra Mundial, o escritor americano fora  apontado como motorista de ambulâcia voluntário para a Cruz Vermelha italiana. Durante este serviço, Hemingway foi ferido e necessitou de vários meses para completar sua recuperação.


Durante os anos 20, Hemingway formou parte de um célebre grupo de artistas expatriados que viviam em Paris, ao lado de nomes como F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein e Ezra Pound. Este episódio de sua vida é brevemente retratado no filme de Woody Allen "Meia-Noite em Paris", onde o personagem principal, Gil Pender (Owen Wilson) volta no tempo, encontrando os ícones das artes que viviam em Paris em 1920.


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[caption id="" align="aligncenter" width="420"] Meia-Noite em Paris (2011), de Woody Allen.[/caption]

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[caption id="" align="aligncenter" width="336"] Corey Stoll no papel de Ernest Hemingway em Meia-Noite em Paris (2011), de Woody Allen.[/caption]

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A obra de Ernest Hemingway apresenta temas que lhes foram próximos: a Guerra, a vida em países estrangeiros, viagens a África, entre outros.


Em 1940, Hemingway participou como correspondente na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.


Tendo lançado obras como "Adeus às Armas" (A Farewell to Arms) "Por quem os sinos dobram" (For whom the Bell Tolls), o maior triunfo de Hemingway veio com a obra "O Velho e o Mar" (The Old Man and the Sea), livro pelo qual ele ganharia o Prêmio Pulitzer em 1953 e, em 1954, o Prêmio Nobel de Literatura.


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[caption id="" align="aligncenter" width="268"] Adeus às Armas (1929)[/caption]

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[caption id="" align="aligncenter" width="301"] Por Quem os Sinos Dobram (1940)[/caption]

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[caption id="" align="aligncenter" width="312"] O Velho e o Mar (1952)[/caption]

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No final de sua vida, Hemingway fora se tornando cada vez mais depressivo e ansioso, o que resultou em seu suicídio em 2 de Julho de 1961.


Apesar de ser americano, a obra de Ernest Hemingway não pode ser enquadrada apenas por sua nacionalidade, uma vez que este grande escritor traduziu em seus livros suas experiências em diferentes localizações geográficas e, deste modo, colocou seu nome no mais alto patamar dos escritores daquele tempo.


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Every man's life ends the same way. It is only the details of how he lived and how he died that distinguish one man from another.

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391 anos de La Fontaine

domingo, 8 de julho de 2012

[caption id="" align="aligncenter" width="338"] Jean de La Fontaine (1621 - 1695)[/caption]

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Jean de La Fontaine nasceu em 8 de julho de 1621 em Château- Tierry, na França. Foi poeta e é considerado o pai da fábula moderna. Era filho de um inspetor de águas e florestas. Estudou Teologia e Direito em Paris, mas seu maior interesse sempre foi a literatura.


Por desejo do pai, casou-se em 1647 com Marie Héricart. Embora o casamento nunca tenha sido feliz, o casal teve um filho, Charles.


Em 1652 La Fontaine assumiu o cargo de seu pai como inspetor de águas, mas alguns anos depois colocou-se a serviço do ministro das finanças Nicolas Fouquet, mecenas de vários artistas, a quem dedicou uma coletânea de poemas.


Escreveu o romance Os Amores de Psique e Cupido e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Com a queda do ministro Fouquet, La Fontaine tornou-se protegido da Duquesa de Bouillon e da Duquesa d'Orleans.


Em 1668 foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado Fábulas Escolhidas. O livro era uma coletânea de 124 fábulas, dividida em seis partes. La Fontaine dedicou este livro ao filho do rei Luís XIV. As fábulas continham histórias de animais, magistralmente contadas, contendo um fundo moral. Escritas em linguagem simples e atraente, as fábulas de La Fontaine conquistaram imediatamente seus leitores.


Em 1683 La Fontaine tornou-se membro da Academia Francesa, a cujas sessões passou a comparecer com assiduidade. Na famosa "Querela dos antigos e dos modernos", tomou partido dos poetas antigos.


Várias novas edições das Fábulas foram publicadas em vida do autor. A cada nova edição, novas narrativas foram acrescentadas. Esta obra segue o estilo do autor grego Esopo: fala da vaidade, estupidez e agressividade humanas através de animais.


Algumas fábulas escritas e reescritas por ele são A Lebre e a Tartaruga, O Homem, O Menino e a Mula, O Leão e o Rato, e O Carvalho e o Caniço.


Faleceu em 13 de abril de 1695 e está sepultado no cemitério Père-Lachaise, em Paris, ao lado do dramaturgo Molière.


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Sobre a natureza da fábula declarou:




É uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato.




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Uma fábula bastante conhecida e de que gosto muito é A Cigarra e a Formiga. Normalmente eu trabalho com esse texto em sala de aula a fim de que os alunos possam refletir sobre o trabalho e sobre o que acontece quando não planejamos o nosso futuro. Para quem não conhece ainda o texto, aqui está:


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A cigarra e a formiga


Tradução de Bocage (1765-1805)


Tendo a cigarra, em cantigas,

Folgado todo o verão,

Achou-se em penúria extrema,

Na tormentosa estação.

 

Não lhe restando migalha

Que trincasse, a tagarela

Foi valer-se da formiga

Que morava perto dela.

 

– Amiga – diz a cigarra

– Prometo, à fé de animal,

Pagar-vos, antes de Agosto,

Os juros e o principal.

 

A formiga nunca empresta,

Nunca dá; por isso, junta.

– No verão, em que lidavas?

– À pedinte, ela pergunta.

 

Responde a outra: – Eu cantava

Noite e dia, a toda a hora.

– Oh! Bravo! – torna a formiga

– Cantavas? Pois dança agora!

 

O Livro das Virtudes


Uma antologia de William J. Bennett, 1995



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[caption id="" align="aligncenter" width="399"] Ilustração de Gustave Doré para a fábula A Cigarra e a Formiga, de La Fontaine[/caption]

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Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o autor e seus textos:

Trabalhos de La Fontaine no Projeto Gutenberg (em inglês)

La Fontaine, Jean de La Fontaine - Les Fables, Jean de La Fontaine (em francês)

Livro de Fábulas de La Fontaine para download (em português)

Honoré de Balzac: 213 anos

domingo, 20 de maio de 2012

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Da maciez de uma esponja molhada até à dureza de uma pedra-pomes, existem infinitas nuances. Eis o homem.

Honoré de Balzac



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[caption id="" align="aligncenter" width="348"] Honoré de Balzac (1799 - 1850)[/caption]

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Honoré de Balzac nasceu em Tours, em 20 de maio de 1799. Foi um escritor francês, notável por suas observações psicológicas. É considerado o fundador do Realismo na literatura.


Balzac teve uma infância um tanto complicada. Nasceu e foi enviado a uma ama de leite. Após quatro anos, retorna para a sua casa, mas é mantido afastado de seus pais, sendo criado praticamente pela governanta. Essa situação era bastante comum nas famílias daquela época. Aos oito anos, Balzac foi enviado ao tradicional e rigoroso colégio oratoriano de Vendôme, local em que estudou durante sete anos. Diz-se que o menino teve sérias dificuldades de adaptação à rotina e à aprendizagem na escola, passando a maior parte do tempo sozinho, de castigo. Essas lembranças são transpostas para o seu romance Louis Lambert (1832), que narra a história de um menino que estuda em um colégio oratoriano em Vendôme.


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Devorava livros de qualquer espécie, alimentando-se indiscriminadamente de obras sobre religião, história e literatura, filosofia e física. Ele havia me dito que encontrava prazer indescritível ao ler dicionários, por falta de outros livros.


Louis Lambert, Honoré de Balzac



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Em 1814, sua família muda-se para Paris e Honoré estuda durante dois anos e meio com professores particulares. Em 1816, ingressa na Sorbonne (Universidade de Paris), onde tem aulas de história moderna, literatura francesa, literatura clássica e filosofia. Após os estudos, seu pai o convenceu a segui-lo no Direito. Trabalhou como estagiário no escritório de um amigo da família, Victor de Passes. Este, em 1819, pediu a Honoré de Balzac que o sucedesse nos negócios, mas ele negou, desistindo, então, da carreira de advogado. A partir daí, Balzac dedica-se à carreira literária.


O primeiro projeto foi um libreto para uma ópera cômica chamada Le Corsaire, baseado no The Corsair de Lord Byron. Percebendo, no entanto, que teria dificuldades em encontrar um compositor, voltou-se para outras atividades.


Em 1820, havia completado cinco atos da tragédia em versos, Cromwell. Quando terminada, seu revisor, um homem chamado Andrieux, ex-tutor de Eugène Surville, irmã de Balzac, escreveu no manuscrito: "O autor pode fazer tudo o que quiser, exceto literatura." Apesar desse comentário, Balzac continuou escrevendo. Publicou cerca de noventa romances e novelas, trinta contos e cinco peças de teatro. Foi o resultado surpreendente de uma dedicação de cerca de 15 horas diárias à tarefa de escrever.


Em 1821, Balzac conheceu o empreendedor Auguste Lepoitevin, que convenceu o jovem a escrever contos que mais tarde seriam vendidos por ele a editoras. Em seguida, Balzac focou-se em obras mais longas, e em 1826 já havia escrito nove romances, todos publicados sob pseudônimos.De 1825 a 1828, Balzac lança-se aos negócios, sempre na expectativa de enriquecer rapidamente: associa-se a um livreiro, torna-se proprietário de uma tipografia, transforma-se em editor.  Ao final desse período, interessa-se pela carreira política, abraçando opiniões católicas e monarquistas, fundando sua doutrina conservadora sobre a autoridade política e religiosa.


Depois de escrever diversas novelas, em 1842, Balzac concebeu a ideia para uma enorme série de livros que retratariam o panorama de "todos os aspectos da sociedade". No início tenha chamou o projeto de Etudes des Mœurs (Estudos de Boas Maneiras), mais tarde ganhou o nome de A Comédia Humana (La Comédie Humaine), e ele incluiu nesta coleção todas as ficções que ele havia publicado durante sua vida sob seu nome real. La Comédie Humaine  era o trabalho da vida de Balzac e também se tornou sua maior conquista.


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[caption id="" align="aligncenter" width="440"] Alguns romances que fazem parte de A Comédia Humana, de Honoré de Balzac[/caption]

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Paralelamente a esse trabalho gigantesco, Balzac leva uma vida mundana, frequentando os salões de Paris, realizando viagens e procurando em vão meios e medidas infalíveis de enriquecer, constante que o perseguirá durante toda a sua vida, com alternância de desastres e sucessos, e com a adoção de fugas ante o assédio dos credores.


Em janeiro de 1833 principia sua correspondência com a condessa Ewelina Hanska, uma admiradora polonesa, com quem se casaria anos depois, em 14 de maio de 1850, poucos meses antes de morrer.



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Mundo balzaquiano


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O fluxo criador de Balzac pode ser desdobrado em três etapas: a primeira, que se estende até 1829, é um período de aprendizado; a segunda, que abrange o período de 1834 a 1842, é um período de consolidação e de fixação do seu sistema novelístico; e a terceira, que abrange o desenvolvimento entre 1842 e 1850, em que o universo romanesco de Balzac é unificado sob o título geral de A Comédia humana.


Nesse plano de ininterrupto impulso criador, pode-se afirmar que a vida de Balzac esteve literalmente colocada a serviço das exigências técnicas de suas obras.


A criação do mundo balzaquiano obedece a uma progressiva diversificação de situações, de personagens, de caracteres, de destinos humanos - um retrato de amplas dimensões da sociedade francesa da primeira metade do século 19.


Por suas qualidades, pela amplitude da área social tratada, pela técnica de que se vale o autor para a liberação de forças psicológicas e sociais nos próprios caracteres que movimenta, temos de admitir que a história do romance no Ocidente se divide em duas metades: antes e depois de Balzac.


Fonte: Wikipedia e outros sites de pesquisa.


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Livros e estudos sobre Balzac (em inglês) você pode encontrar nesse site aqui e fazer download.


Caso você queira comprar alguns romances, a L&PM possui a Série Balzac por preços acessíveis. Acesse o site e confira.


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[caption id="" align="aligncenter" width="420"] escultura em homenagem a Honoré de Balzac, por Auguste Rodin[/caption]

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E você já leu alguma obra de Balzac? Acesse a lista completa das Obras de "A Comédia Humana" e leia alguma. Vale a pena. :)

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Beijinhos,


Ana Karina

J. M. Barrie e Peter Pan

terça-feira, 15 de maio de 2012

Olá, pessoal!


Faz um tempinho que não posto aqui no blog pois ando bastante atarefada nas escolas em que trabalho. Desde o final de abril iniciei em mais duas escolas e até me adaptar nas novas turmas é um cansaço. No entanto, não podia deixar de escrever algumas linhas sobre alguns escritores que fizeram aniversário nessa semana que passou. Um deles é James Barrie, o autor de um personagem bastante conhecido na literatura: Peter Pan.


Você já conhecia este escritor?


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[caption id="" align="aligncenter" width="265"] J. M. Barrie[/caption]

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James Matthew Barrie nasceu em Kirriemuir, na Escócia, no dia 9 de maio de 1860. Foi um escritor e dramaturgo britânico. Desde criança Jamie – como era chamado – ouvia histórias de piratas contadas por sua mãe, que lia para seus filhos as aventuras de R. L. Stevenson.


Barrie frequentou a Glasgow Academy e a University of Edinburgh até se mudar para Londres no ano de 1885, para investir na carreira de escritor. Vendia seus trabalhos para revistas de moda como The Pall Mall Gazett, sendo a maioria deles humorísticos.


Escreveu diversas peças teatrais e livros durante quase toda a vida, em sua maioria voltada para o público adulto, inclusive a peça The Boy Who Wouldn't Grow Up (O Menino Que Nunca Quis Crescer, em português), de 1904, que deu origem ao famoso personagem Peter Pan, sua mais célebre e famosa criação, um menino criado pelas fadas que conseguia voar e vivia em uma terra mágica chamada Neverland (ou Terra do Nunca, como é conhecido nos países lusófonos), aonde não envelhecia jamais. Porém, só em 1911 o romance Peter and Wendy ou simplesmente Peter Pan, foi publicado em livro, narrando a clássica história dos irmãos Darling: Wendy, João e Miguel (Wendy, John e Michael, em inglês) que acompanham Peter Pan em uma jornada pela Terra do Nunca, aonde enfrentam piratas, liderados pelo Capitão Gancho. Antes disso Barrie escreveu os romances Little White Bird (1902) e Peter Pan in Kensington Gardens (1906), ambos inspirados no personagem, narrando suas aventuras no Jardins de Kensington, em Londres.


Acredita-se que Barrie tenha se inspirado em sua amizade com os filhos de Sylvia Llewelyn Davies, uma dona de casa viúva a quem o escritor conheceu por acaso, para criar o mundo mágico de Peter Pan. De fato, Barrie se tornou tutor dos garotos depois da morte de Sylvia até o ano de 1937.


Barrie tornou- se barão e, em 1922, recebeu a Ordem de Mérito. Era visitado em Adelphi Terrace, por ministros, duques e estrelas do cinema, como Charlie Chaplin e admiradores, que ele ocasionalmente ajudava com dinheiro ou conselhos. Doou, ainda em vida, os direitos autorais da história de Peter Pan ao hospital pediátrico Great Ormond Street.


O criador do menino eternamente jovem e da Terra do Nunca morreu em 19 de Junho de 1937 de pneumonia. Encontra-se sepultado no Cemitério Kirriemuir, Kirriemuir, Angus na Escócia.


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Peter Pan


Cada vez que uma criança diz "Eu não acredito em fadas" em algum lugar uma pequenina fada cai morta no chão.

(trecho de Peter Pan)



[caption id="" align="aligncenter" width="360"] Peter Pan (1953), da Disney[/caption]

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O personagem Peter Pan aparece em mais de um romance do escritor. Em The Little White Bird, o personagem aparece através da narração de um rico solteiro que faz amizade com um garotinho, David. Ele e o garoto vão passear em Kensington Gardens e o narrador conta a David a história de Peter Pan, que podia ser encontrado nos jardins à noite.


O romance Peter e Wendy narra a história de como a família Darling conheceu o menino que nunca fica adulto e as aventuras na Terra do Nunca. Além de uma narrativa repleta de fantasia, o leitor conta com o epílogo do romance, quando Peter visita Wendy já adulta.


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[caption id="" align="aligncenter" width="258"] Estátua de Peter Pan, em Londres[/caption]

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O personagem tornou-se tão famoso que existem diversas releituras da obra de Barrie. Em Londres, há uma estátua em homenagem a Peter Pan. O romance já foi traduzido para diversos idiomas e, além disso, feitas diversas adaptações para o público infantil. No cinema, também existem várias versões que até hoje encantam o público de todas as idades.


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As adaptações para o cinema


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Como eu disse, existem vááááárias versões para o cinema da obra de James Barrie. Uma das mais conhecidas é a dos estúdios Disney, Peter Pan. É um desenho animado de 1953. Caso você queira conferir, o desenho está disponível no site do youtube, dublado em português.


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Outra versão cinematográfica que eu simplesmente ADORO é a de 1993: Hook, a volta do Capitão Gancho.


Como o próprio título já diz, o Capitão Gancho retorna, depois de muitos anos, para sequestrar os filhos de Peter Banning, que um dia já foi Peter Pan. O problema é que Peter já tem 40 anos de idade e esqueceu a sua origem. Para conseguir resgatar seus filhos, Peter deverá voltar à Terra do Nunca e enfrentar diversas aventuras. No elenco estão atores consagradíssimos como Robin Williams como Peter Pan/Peter Banning, Dustin Hoffman como o Capitão Gancho e Julia Roberts como Sininho.


Eu gostei muito dessa releitura e acho que vale a pena assistir. Mas vou confessar aqui que sou suspeita pois adoro o Robin Williams, o Dustin Hoffman e a Julia Roberts!


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Em 2002, a Disney lança novamente uma história sobre Peter Pan. O título do novo desenho é Peter Pan: De volta à Terra do Nunca.


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Ambientada durante a Segunda Guerra Mundial, quando Londres era bombardeada pelos alemães, a história mostra Wendy, ex-parceira de Peter Pan, já adulta e mãe de Jane e Danny. Este último adora as histórias que ela lhe conta sobre o amigo. Mas Jane é uma garota séria que diz não ter tempo para brincadeiras.


Enquanto isso, na Terra do Nunca, o Capitão Gancho, que se recuperou depois de ter sido comido por um crocodilo décadas antes, nunca consegue derrotar seu eterno inimigo. Então ele voa até Londres e sequestra Jane, acreditando que ela é Wendy, para usá-la como isca para atrair o menino de roupa verde.


Depois de abrir caminho em meio a um ataque de bombardeios alemães, na saída de Londres, o Capitão Gancho perde Jane para Peter pouco depois de voltar à Terra do Nunca.


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Em 2003, foi lançada outra adaptação da obra de Barrie. Dessa vez, Peter Pan é estrelado pelo ator Jeremy Sumpter. A diferença desse filme para o anterior, é que o protagonista é um menino, em vez de um adulto.


No youtube está disponível o trailer do filme (em inglês).






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E, por último, um filme lançado em 2004: Em busca da Terra do Nunca. Ao contrário dos filmes comentados aqui, esse conta uma possível história de como escritor James Barrie criou o personagem Peter Pan e a Terra do Nunca.


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J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça, Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.


O filme é lindíssimo, a atuação de Johnny Depp, Kate Winslet e o maravilhoso (sim, adoro ele) Dustin Hoffman é impagável. É também com aquele menino que faz A Fantástica Fábrica de Chocolate, o Freddie Highmore, que eu acho a coisa mais querida. Além disso, o filme foi indicado para 7  Oscars, incluindo o de Melhor Filme.


Vale a pena assistir (mais de uma vez até!)


Vejam o trailer do filme e me digam se não dá vontade de assistir ao filme agorinha mesmo:


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Como podemos ver, a obra de James Barrie ainda encanta pessoas de todas as idades. Espero que a história desse menino que não queria crescer desperte em vocês um lado criança e que vocês possam conhecer esse mundo de aventuras que é a Terra do Nunca.


Beijinhos.


Ana Karina



Robinson Crusoe, de Daniel Defoe

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Hoje estamos comemorando os 293 anos da publicação da obra Robinson Crusoé, de Daniel Defoe. Você já leu este livro?


Robinson Crusoe é um romance escrito por Daniel Defoe e publicado originalmente em 1719 no Reino Unido. A obra, narrada em primeira pessoa, conta a história de um jovem náufrago que vai esbarrar em uma ilha deserta, sendo o único sobrevivente de um desastre que destruiu o navio onde viajava e matou toda a tripulação. Crusoé passou 28 anos em uma remota ilha tropical próxima a Trinidad, encontrando canibais, cativos e revoltosos antes de ser resgatado.


Embora seja categorizado como livro de aventura, é também uma obra que suscita grande reflexão sobre temas como a solidão, a fé, lucidez e perseverança.





[caption id="" align="aligncenter" width="219" caption="Daniel Defoe"][/caption]

O título original da obra é gigantesco: The Life and Strange Surprizing Adventures of Robinson Crusoe, of York, Mariner: Who lived Eight and Twenty Years, all alone in an uninhabited Island on the Coast of America, near the Mouth of the Great River of Oroonoque; Having been cast on Shore by Shipwreck, wherein all the Men perished but himself. With An Account how he was at last as strangely deliver’d by Pyrates, tendo sido lançada em Lisboa à época em edição traduzida para o português e cujo título era Aventuras de Robinson Crusoé.


No mesmo ano, foi lançada a segunda e menos conhecida parte do romance, intitulada The Farther Adventures of Robinson Crusoe, Being the Second and Last Part OF His Life, And of the Strange Surprising Accounts of his Travels Round three Parts of the Globe e cujo título então em português foi Vida e Aventuras admiráveis de Robinson Crusoé, que contém a sua tornada à sua ilha, as suas novas viagens, e as suas reflexões.


Supõe-se que o enredo básico tenha sido influenciado pela história de Alexander Selkirk, um náufrago escocês que viveu durante quatro anos em uma ilha do Pacífico chamada "Más a Tierra" (renomeada em 1966 para Ilha Robinson Crusoe). Os aspectos da ilha onde Crusoe viveu provavelmente foram baseados na ilha caribenha de Tobago.


No final do século XIX, nenhum livro na história da literatura ocidental tinha mais reimpressões e traduções do que Robinson Crusoe, com mais de 700 versões alternativas, incluindo edições infantis sem texto, apenas com imagens.






A história de Robinson Crusoe possui também várias versões cinematográficas. Uma delas, de 1954, foi dirigida por Luís Buñuel.




[caption id="" align="aligncenter" width="353" caption="versão de cinema (1954)"][/caption]


Outra, de 1997, foi dirigida por George Miller e conta com Pierce Brosnan (aquele ator que fez os últimos 007) no elenco.




[caption id="" align="aligncenter" width="501" caption="versão cinematográfica de 1997"][/caption]



Confesso que eu ainda não tive a oportunidade de assistir a esses filmes, mas pelos comentários positivos que li, fiquei bastante curiosa!!!


Como vocês já devem ter percebido, gosto de fazer um paralelo entre cinema e literatura. Priorizo sempre a literatura pois acho que a leitura sempre é mais rica e, claro, as imagens são construídas pela nossa mente... A gente consegue dar asas à imaginação durante a leitura, não acham? Pois é. Mas o cinema é uma arte interessante também e ao contrário do que muita gente fala, eu acho que adaptar uma obra para o cinema ou fazer uma releitura de uma obra é INTERESSANTE SIM! Óbvio que muitos detalhes do livro são perdidos. Em compensação, ganhamos vendo a interpretação de bons atores, escutando a trilha sonora e curtindo os efeitos especiais! Qualquer hora eu comento mais sobre isso em outro post...


Voltando à obra de Defoe, penso que, o filme O Náufrago, com Tom Hanks, possui uma história bastante semelhante (em alguns aspectos) à de Robinson Crusoe. É sobre um funcionário de uma empresa de correios (na verdade, FedEx) que sofre um acidente de avião ao levar uma remessa e cai no mar. Consegue se salvar e vive durante alguns anos numa ilha. Além de todas as dificuldades de sobrevivência, o náufrago deve se adaptar a uma vida de solidão na ilha. Após, um novo desafio: como voltar à vida na civilização?


Eu sou suspeita para falar de qualquer filme em que o Tom Hanks esteja no elenco pois acho ele um ator SENSACIONAL!! Mas acho interessante fazer um paralelo de leituras, ou seja, ler o Robinson Crusoe, assistir às adaptações da obra para o cinema e, depois, assistir ao filme O Náufrago , que é praticamente um Robinson Crusoe do século XXI. :)


Deixo para vocês, então, o trailer de O Náufrago:








Beijinhos


Ana Karina


191 anos de Charles Baudelaire

sábado, 14 de abril de 2012

“Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais.”


Charles Baudelaire




[caption id="" align="aligncenter" width="317" caption="Charles Baudelaire (1821 - 1867)"][/caption]

No dia 9 de abril, comemorou-se os 191 anos de nascimento do poeta francês Charles Baudelaire. Não poderíamos deixar de falar sobre esse grande artista que muito influenciou não só a poesia moderna como as artes do século XIX.


Baudelaire nasceu em Paris, em 1821. Órfão de pai aos seis anos, viria a odiar o segundo marido da mãe, o general Jacques Aupick (mais tarde, esse sentimento inspiraria sua atitude rebelde em face das convenções sociais e dos temas frívolos na poesia). Após anos de desavenças com o padrasto, Baudelaire interrompeu os estudos em Lyon para fazer uma viagem à Índia em 1840, mas nunca chegou ao destino. Vai até a ilha da Reunião e retorna a Paris. Atingindo a maioridade, ganhou posse da herança do pai.


Passou a frequentar a elite aristocrática. Envolveu-se com a atriz Marie Daubrun, a cortesã Apollonie Sabatier e a também atriz Jeanne Duval, uma mulata por quem se apaixonou e a quem dedicou o ciclo de poemas "Vênus Negra”. Em 1844 sua mãe entra na justiça, acusando-o de pródigo, e então sua fortuna torna-se controlada por um notário. Em 1847, lançou La Fanfarlo, seu único romance (trata-se, mais propriamente, de uma novela autobiográfica).


Dez anos depois, em 1857, quando se publicaram As Flores do Mal (Les Fleurs du Mal), todos os envolvidos com o livro foram processados por obscenidade e blasfêmia. Além de pagarem multa, viram-se obrigados a retirar seis poemas do volume original (só publicado na integra em edições póstumas).




[caption id="" align="aligncenter" width="240" caption="As flores do mal (Les fleurs du Mal)"][/caption]

Tanto As Flores do Mal como Pequenos Poemas em Prosa (póstumos, 1869) introduziram elementos novos na linguagem poética, fundindo opostos existenciais como o sublime e o grotesco. Entre seus ensaios, destaca-se O Princípio Poético (1876), em que fixa as bases de seu trabalho. Nos diários (também publicados postumamente), revela-se profético e radical contestador da civilização moderna. Literato que avançou as fronteiras dos costumes em sua época, Baudelaire lançou-se como crítico de arte no Salão de 1845, sempre buscando um princípio inspirador e coerente nas obras artísticas. ("Salão" era o nome pelo qual se conhecia a mais importante mostra anual da pintura e da escultura francesas.) De 1852 a 1865, Baudelaire traduziu os textos do poeta e contista norte-americano Edgar Allan Poe, por quem se entusiasmara já no final da década de 1840. Outro Baudelaire, o sifilítico e usuário de drogas, surge em Os Paraísos Artificiais, Ópio e Haxixe (1860), uma especulação sobre plantas alucinógenas, parcialmente inspirada pelas Confissões de um Comedor de Ópio (1821), do escritor inglês Thomas de Quincey. Há também obras de cunho intimista e confessional, como Meu Coração Desnudo. Baudelaire foi um dos maiores poetas franceses de todos os tempos. Alguns o consideram um antecessor do parnasianismo, ou um romântico exacerbado. Pioneiro da linguagem moderna, impôs à realidade uma submissão lírica. Embora muito criticado, tinha entre seus admiradores homens como Victor Hugo, Gustave Flaubert, Arthur Rimbaud e Paul Verlaine.


Dissipou seus bens na boemia e na jogatina parisienses. Mergulhado em dívidas, teve de resignar-se a medidas judiciárias tomadas pelos familiares, e um tutor foi nomeado para controlar-lhe os gastos. Seus últimos anos foram obscurecidos por doenças de origem nervosa.


Após uma vida repleta de tribulações, Baudelaire morreu em 1867, com apenas 46 anos, nos braços da mãe. Seu talento e seu intelecto só seriam totalmente reconhecidos depois. No século 20, tornou-se um ícone, influenciando direta e indiretamente toda a moderna poesia ocidental.

[caption id="" align="aligncenter" width="288" caption="túmulo de Baudelaire, no Cemitério do Montparnasse, em Paris"][/caption]
O Vampiro

Tu que, como uma punhalada,
Entraste em meu coração triste;
Tu que, forte como manada
De demônios, louca surgiste,


Para no espírito humilhado
Encontrar o leito e o ascendente;
- Infame a que eu estou atado
Tal como o forçado à corrente,


Como ao baralho o jogador,
Como à garrafa o borrachão,
Como os vermes a podridão,
- Maldita sejas, como for!


Implorei ao punhal veloz
Que me concedesse a alforria,
Disse após ao veneno atroz
Que me amparasse a covardia.


Ah! pobre! o veneno e o punhal
Disseram-me de ar zombeteiro:
"Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro.


Ah! imbecil - de teu retiro
Se te livrássemos um dia,
Teu beijo ressuscitaria
O cadáver de teu vampiro!


In   "As flores do Mal"



E você, já conhecia a obra de Baudelaire?


Se quiser saber um pouco mais, acesse os sites Fleurs du Mal (em inglês), Pequenos poemas em prosa, Charles Baudelaire.info (em francês).


Boa leitura!


Ana Karina

A Fantástica Fábrica de Chocolate: dica para o feriado de Páscoa

quinta-feira, 5 de abril de 2012

E já que estamos em clima de Páscoa, vou dar algumas dicas literário-achocolatadas para o feriado! :)



Toda vez que penso em chocolate e literatura, lembro-me de um filme que vi muito na infância: A Fantástica Fábrica de Chocolate, baseado na obra de Roald Dahl cujo título original em inglês é Charlie and the Chocolate Factory.




[caption id="" align="aligncenter" width="400" caption="o livro"][/caption]

O livro, publicado em 1964, conta a história de um menino muito pobre, chamado Charlie Bucket, que vivia com seus pais e seus quatro avós. Charlie sempre escuta diversas histórias de seus avós, principalmente de vovô Joe, que gosta de falar sobre o senhor Willy Wonka e sua famosa fábrica de chocolate. Vovô Joe sabe muita coisa sobre a fábrica porque já havia trabalhado lá.


Os chocolates Wonka eram vendidos no mundo inteiro e faziam muito sucesso com as crianças. Com o passar do tempo, Wonka começou a suspeitar que havia espiões na fábrica tentando roubar suas receitas e entregá-las para empresas rivais. Decidiu, então, demitir todos os seus trabalhadores e anunciou que estava saindo do negócio de doces para sempre.


Um dia, a fábrica retomou as operações, no entanto, suas portas permaneciam fechadas. Ninguém sabia quem trabalhava para Willy Wonka, mas se via novamente muitos produtos sendo vendidos nas grandes lojas de doce novamente.


Até que surge um concurso mundial: cinco bilhetes dourados são escondidos sob os invólucros de seus chocolates e o prêmio para quem os encontrar é um dia de visita à fabrica de chocolates Wonka. A partir daí, há uma corrida pelos bilhetes dourados e cinco crianças visitam a fábrica e descobrem o grande segredo de Willy Wonka!


O livro é bastante conhecido e possui uma linguagem fácil e espontânea, conquistando leitores de todas as idades.



Willy Wonka and the Chocolate Factory (1971)


[caption id="" align="aligncenter" width="229" caption=""A Fantástica Fábrica de Chocolate", de Mel Stuart (1971)."][/caption]

Essa história já mereceu duas adaptações para o cinema: a primeira em 1971 chama-se Willy Wonka and the Chocolate Factory, conta com Gene Wilder como o Sr. Wonka no elenco. Não é uma versão totalmente fiel ao livro: no filme não existe a figura do pai de Charlie, por exemplo. O roteiro introduz cenas ao redor do mundo da frenética corrida pelos bilhetes dourados, mostrando nacionalidades diferentes ao ganhadores. Michael e Violet são norte-americanos, Veruca é britânica e Augustus é alemão ocidental. A ação dentro da fábrica é praticamente a mesma que a narrativa do livro, com a inclusão de um problema moral que Charlie precisou resolver para ganhar o prêmio.








Charlie and the Chocolate Factory (2005)


[caption id="" align="aligncenter" width="496" caption=""A Fantástica Fábrica de Chocolate", de Tim Burton (2005)"][/caption]

A segunda versão é do ano de 2005, dirigido por Tim Burton e com Johnny Depp no papel de Willy Wonka. Charlie and the Chocolate Factory manteve-se mais fiel ao livro em termos de narrativa (até o título foi mantido). A família de Charlie aparece completa e as histórias de vovô Joe são apresentadas no filme e não apenas narradas por esse personagem. Há também uma história paralela que explica o passado de Willy Wonka, presente apenas nessa versão de 2005.







As diferenças apresentadas entre a obra literária e as duas versões cinematográficas se devem à própria época em que elas surgem. A história é a mesma: um garoto pobre consegue realizar os seus sonhos por ser uma boa criança.


É comum na obra de Dahl a presença de canções, característica essa mantida nos dois filmes. A versão de 1971, contudo, é a única que utiliza uma das canções do livro. Tanto as canções do livro quanto as do primeiro filme assemelham-se às nurserys rhimes inglesas: possuem estrofes fáceis, ritmo simples e constante e apresentam uma lição de moral. Na versão de Tim Burton isso não acontece.


Preferiu-se uma estrutura mais moderna em que cada canção possui um ritmo próprio.

Também ocorreram mudanças em pequenos detalhes na narrativa entre os dois filmes que não condizem mais com a moral dos anos 2000. No primeiro filme, vovô Joe cede o dinheiro do seu cigarro para Charlie comprar um chocolate, o que não acontece no segundo filme. A personagem de Michael também sofre mudanças: se no primeiro filme ele era um menino viciado em televisão e em filmes violentos, na versão de 2005, Michael é um menino superdotado viciado em vídeo-games.


Por motivos sentimentais, gosto mais da versão de 1971, mas acho as duas igualmente boas!

Acho que esta é uma boa dica para aproveitar o feriado, tenho certeza de que vocês vão amar!

Abaixo, os Oompas Loompas cantando, cena cláááááássica de 1971!






Visite A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) no site da Warner Bros, clicando aqui!