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391 anos de La Fontaine

domingo, 8 de julho de 2012

[caption id="" align="aligncenter" width="338"] Jean de La Fontaine (1621 - 1695)[/caption]

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Jean de La Fontaine nasceu em 8 de julho de 1621 em Château- Tierry, na França. Foi poeta e é considerado o pai da fábula moderna. Era filho de um inspetor de águas e florestas. Estudou Teologia e Direito em Paris, mas seu maior interesse sempre foi a literatura.


Por desejo do pai, casou-se em 1647 com Marie Héricart. Embora o casamento nunca tenha sido feliz, o casal teve um filho, Charles.


Em 1652 La Fontaine assumiu o cargo de seu pai como inspetor de águas, mas alguns anos depois colocou-se a serviço do ministro das finanças Nicolas Fouquet, mecenas de vários artistas, a quem dedicou uma coletânea de poemas.


Escreveu o romance Os Amores de Psique e Cupido e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Com a queda do ministro Fouquet, La Fontaine tornou-se protegido da Duquesa de Bouillon e da Duquesa d'Orleans.


Em 1668 foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado Fábulas Escolhidas. O livro era uma coletânea de 124 fábulas, dividida em seis partes. La Fontaine dedicou este livro ao filho do rei Luís XIV. As fábulas continham histórias de animais, magistralmente contadas, contendo um fundo moral. Escritas em linguagem simples e atraente, as fábulas de La Fontaine conquistaram imediatamente seus leitores.


Em 1683 La Fontaine tornou-se membro da Academia Francesa, a cujas sessões passou a comparecer com assiduidade. Na famosa "Querela dos antigos e dos modernos", tomou partido dos poetas antigos.


Várias novas edições das Fábulas foram publicadas em vida do autor. A cada nova edição, novas narrativas foram acrescentadas. Esta obra segue o estilo do autor grego Esopo: fala da vaidade, estupidez e agressividade humanas através de animais.


Algumas fábulas escritas e reescritas por ele são A Lebre e a Tartaruga, O Homem, O Menino e a Mula, O Leão e o Rato, e O Carvalho e o Caniço.


Faleceu em 13 de abril de 1695 e está sepultado no cemitério Père-Lachaise, em Paris, ao lado do dramaturgo Molière.


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Sobre a natureza da fábula declarou:




É uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato.




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Uma fábula bastante conhecida e de que gosto muito é A Cigarra e a Formiga. Normalmente eu trabalho com esse texto em sala de aula a fim de que os alunos possam refletir sobre o trabalho e sobre o que acontece quando não planejamos o nosso futuro. Para quem não conhece ainda o texto, aqui está:


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A cigarra e a formiga


Tradução de Bocage (1765-1805)


Tendo a cigarra, em cantigas,

Folgado todo o verão,

Achou-se em penúria extrema,

Na tormentosa estação.

 

Não lhe restando migalha

Que trincasse, a tagarela

Foi valer-se da formiga

Que morava perto dela.

 

– Amiga – diz a cigarra

– Prometo, à fé de animal,

Pagar-vos, antes de Agosto,

Os juros e o principal.

 

A formiga nunca empresta,

Nunca dá; por isso, junta.

– No verão, em que lidavas?

– À pedinte, ela pergunta.

 

Responde a outra: – Eu cantava

Noite e dia, a toda a hora.

– Oh! Bravo! – torna a formiga

– Cantavas? Pois dança agora!

 

O Livro das Virtudes


Uma antologia de William J. Bennett, 1995



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[caption id="" align="aligncenter" width="399"] Ilustração de Gustave Doré para a fábula A Cigarra e a Formiga, de La Fontaine[/caption]

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Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o autor e seus textos:

Trabalhos de La Fontaine no Projeto Gutenberg (em inglês)

La Fontaine, Jean de La Fontaine - Les Fables, Jean de La Fontaine (em francês)

Livro de Fábulas de La Fontaine para download (em português)

Honoré de Balzac: 213 anos

domingo, 20 de maio de 2012

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Da maciez de uma esponja molhada até à dureza de uma pedra-pomes, existem infinitas nuances. Eis o homem.

Honoré de Balzac



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[caption id="" align="aligncenter" width="348"] Honoré de Balzac (1799 - 1850)[/caption]

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Honoré de Balzac nasceu em Tours, em 20 de maio de 1799. Foi um escritor francês, notável por suas observações psicológicas. É considerado o fundador do Realismo na literatura.


Balzac teve uma infância um tanto complicada. Nasceu e foi enviado a uma ama de leite. Após quatro anos, retorna para a sua casa, mas é mantido afastado de seus pais, sendo criado praticamente pela governanta. Essa situação era bastante comum nas famílias daquela época. Aos oito anos, Balzac foi enviado ao tradicional e rigoroso colégio oratoriano de Vendôme, local em que estudou durante sete anos. Diz-se que o menino teve sérias dificuldades de adaptação à rotina e à aprendizagem na escola, passando a maior parte do tempo sozinho, de castigo. Essas lembranças são transpostas para o seu romance Louis Lambert (1832), que narra a história de um menino que estuda em um colégio oratoriano em Vendôme.


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Devorava livros de qualquer espécie, alimentando-se indiscriminadamente de obras sobre religião, história e literatura, filosofia e física. Ele havia me dito que encontrava prazer indescritível ao ler dicionários, por falta de outros livros.


Louis Lambert, Honoré de Balzac



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Em 1814, sua família muda-se para Paris e Honoré estuda durante dois anos e meio com professores particulares. Em 1816, ingressa na Sorbonne (Universidade de Paris), onde tem aulas de história moderna, literatura francesa, literatura clássica e filosofia. Após os estudos, seu pai o convenceu a segui-lo no Direito. Trabalhou como estagiário no escritório de um amigo da família, Victor de Passes. Este, em 1819, pediu a Honoré de Balzac que o sucedesse nos negócios, mas ele negou, desistindo, então, da carreira de advogado. A partir daí, Balzac dedica-se à carreira literária.


O primeiro projeto foi um libreto para uma ópera cômica chamada Le Corsaire, baseado no The Corsair de Lord Byron. Percebendo, no entanto, que teria dificuldades em encontrar um compositor, voltou-se para outras atividades.


Em 1820, havia completado cinco atos da tragédia em versos, Cromwell. Quando terminada, seu revisor, um homem chamado Andrieux, ex-tutor de Eugène Surville, irmã de Balzac, escreveu no manuscrito: "O autor pode fazer tudo o que quiser, exceto literatura." Apesar desse comentário, Balzac continuou escrevendo. Publicou cerca de noventa romances e novelas, trinta contos e cinco peças de teatro. Foi o resultado surpreendente de uma dedicação de cerca de 15 horas diárias à tarefa de escrever.


Em 1821, Balzac conheceu o empreendedor Auguste Lepoitevin, que convenceu o jovem a escrever contos que mais tarde seriam vendidos por ele a editoras. Em seguida, Balzac focou-se em obras mais longas, e em 1826 já havia escrito nove romances, todos publicados sob pseudônimos.De 1825 a 1828, Balzac lança-se aos negócios, sempre na expectativa de enriquecer rapidamente: associa-se a um livreiro, torna-se proprietário de uma tipografia, transforma-se em editor.  Ao final desse período, interessa-se pela carreira política, abraçando opiniões católicas e monarquistas, fundando sua doutrina conservadora sobre a autoridade política e religiosa.


Depois de escrever diversas novelas, em 1842, Balzac concebeu a ideia para uma enorme série de livros que retratariam o panorama de "todos os aspectos da sociedade". No início tenha chamou o projeto de Etudes des Mœurs (Estudos de Boas Maneiras), mais tarde ganhou o nome de A Comédia Humana (La Comédie Humaine), e ele incluiu nesta coleção todas as ficções que ele havia publicado durante sua vida sob seu nome real. La Comédie Humaine  era o trabalho da vida de Balzac e também se tornou sua maior conquista.


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[caption id="" align="aligncenter" width="440"] Alguns romances que fazem parte de A Comédia Humana, de Honoré de Balzac[/caption]

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Paralelamente a esse trabalho gigantesco, Balzac leva uma vida mundana, frequentando os salões de Paris, realizando viagens e procurando em vão meios e medidas infalíveis de enriquecer, constante que o perseguirá durante toda a sua vida, com alternância de desastres e sucessos, e com a adoção de fugas ante o assédio dos credores.


Em janeiro de 1833 principia sua correspondência com a condessa Ewelina Hanska, uma admiradora polonesa, com quem se casaria anos depois, em 14 de maio de 1850, poucos meses antes de morrer.



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Mundo balzaquiano


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O fluxo criador de Balzac pode ser desdobrado em três etapas: a primeira, que se estende até 1829, é um período de aprendizado; a segunda, que abrange o período de 1834 a 1842, é um período de consolidação e de fixação do seu sistema novelístico; e a terceira, que abrange o desenvolvimento entre 1842 e 1850, em que o universo romanesco de Balzac é unificado sob o título geral de A Comédia humana.


Nesse plano de ininterrupto impulso criador, pode-se afirmar que a vida de Balzac esteve literalmente colocada a serviço das exigências técnicas de suas obras.


A criação do mundo balzaquiano obedece a uma progressiva diversificação de situações, de personagens, de caracteres, de destinos humanos - um retrato de amplas dimensões da sociedade francesa da primeira metade do século 19.


Por suas qualidades, pela amplitude da área social tratada, pela técnica de que se vale o autor para a liberação de forças psicológicas e sociais nos próprios caracteres que movimenta, temos de admitir que a história do romance no Ocidente se divide em duas metades: antes e depois de Balzac.


Fonte: Wikipedia e outros sites de pesquisa.


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Livros e estudos sobre Balzac (em inglês) você pode encontrar nesse site aqui e fazer download.


Caso você queira comprar alguns romances, a L&PM possui a Série Balzac por preços acessíveis. Acesse o site e confira.


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[caption id="" align="aligncenter" width="420"] escultura em homenagem a Honoré de Balzac, por Auguste Rodin[/caption]

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E você já leu alguma obra de Balzac? Acesse a lista completa das Obras de "A Comédia Humana" e leia alguma. Vale a pena. :)

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Beijinhos,


Ana Karina