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A Bastilha e as comemorações do 14 de julho francês

sábado, 14 de julho de 2012


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Hoje é feriado nacional na França, a Festa Nacional, como chamam os franceses. Dois acontecimentos importantes ocorreram no dia 14 de julho para o país: em 1789, a tomada da fortaleza da Bastilha e, no ano seguinte, a Festa da Federação.


Você sabia que oficialmente a comemoração não é pela queda da Bastilha e sim pelo que ocorreu no ano seguinte, dia 14 de julho de 1790?


Então, apesar de o senso comum afirmar que nesse dia é celebrada a queda da Bastilha, a data somente entrou para o calendário cívico francês como a comemoração da Festa da Federação. A escolha de foi realizada no final do século XIX, quando a Terceira República da França buscava consolidar o novo regime e construir um imaginário nacional próprio. Em 1880, o deputado Benjamin Raspail propôs o dia da tomada da Bastilha como data da festa nacional. Alguns parlamentares, no entanto, acreditavam que a violência que havia marcado tal episódio revolucionário – quando o povo parisiense cortou a cabeça do governador da prisão e linchou os veteranos encarregados de vigiar os prisioneiros – possuía um caráter muito polêmico.


Já o 14 de julho de 1790, festejava a união nacional. Aproximadamente 100 mil soldados federados entraram em Paris e desfilaram da Bastilha ao Campo de Marte. Luís XVI, a rainha Maria Antonieta e o delfim (príncipe herdeiro) instalaram-se no pavilhão montado em frente à Escola Militar. Do outro lado, haviam erigido um arco triunfal. Nas tribunas, acotovelavam-se 260 mil parisienses.


Por fim, no ponto alto da celebração, La Fayette jurou fidelidade à nação, ao rei e à lei, juramento repetido pela multidão. Luís XVI jurou fidelidade à Constituição. Um Te Deum (hino litúrgico) encerrou a jornada, que terminou em vivas e abraços.


Foi esse espírito que os deputados do século XIX quiseram associar ao 14 de julho. Na memória coletiva, porém, a data sempre será lembrada como o dia em que o povo tomou a Bastilha, o maior símbolo do absolutismo francês.


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Fonte: Revista História Viva.


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[caption id="" align="aligncenter" width="479"] Prise de la Bastille, de Jean-Pierre Louis Laurent Houël[/caption]

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Bastilha (em francês: Bastille) era uma fortaleza situada em Paris. Começou a ser construída no ano de 1370, durante o reinado e Carlos V e foi concluída doze anos depois, em 1382.


A Bastilha foi construída como Bastilha de Saint-Antoine durante a Guerra dos Cem Anos, por Carlos V da França. Inicialmente serviu apenas como mero portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine, mas de 1370 a 1383 o portal foi ampliado e reformado para se transformar numa fortaleza, que serviria para defender o lado leste de Paris, além de um palácio real que ficava nas proximidades, constituindo-se no mais forte ponto de defesa da muralha do rei. Após a guerra, começou a ser utilizada pela realeza francesa como prisão estadual (o rei Luís XIII foi o primeiro a enviar prisioneiros para lá). Encontrava-se onde hoje está situada a Place de la Bastille ("Praça da Bastilha") em Paris.


Tornou-se um símbolo do absolutismo francês, sendo que vários intelectuais e políticos foram presos em seus cárceres. Entre os prisioneiros mais famosos, podemos citar: Bassompierre, Foucquet, o homem da máscara de ferro, duque de Orleans, Voltaire, Latude entre outros.


Mesmo abrigando em torno de 7 mil presos, no dia 14 de julho de 1789, a Bastilha foi atacada e tomada pelo povo. Os presos políticos foram libertados. Este momento histórico foi muito importante pois marca o início da participação do povo na Revolução Francesa, mostrando que o país se encontrava numa grave crise econômica.


Ficou conhecida por ter sido o palco do evento histórico conhecido como a Queda da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, o qual aliado ao Juramento do Jogo da Péla, está entre os fatos mais importantes do início da Revolução Francesa.


O evento foi grandiosamente comemorado exatamente um ano depois na pomposa festa que ficou conhecida como a Fête de la Fédération (A Festa da Federação). A data tornou-se feriado nacional na França, sendo comemorada anualmente. É popularmente chamada de "Dia da Bastilha", apesar de na França denominarem-na Fête Nationale (A Festa Nacional).


Em novembro de 1789 a Bastilha foi totalmente demolida.


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Caso você queira saber um pouco mais sobre a queda da Bastilha e a Revolução Francesa, existe um documentário do History Channel disponível no youtube:

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Alguns filmes que tratam da Revolução Francesa:

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[caption id="" align="aligncenter" width="188"] Danton: o processo da Revolução (1982), com Gérard Depardieu[/caption]

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[caption id="" align="aligncenter" width="176"] Maria Antonieta (2006), com Kirsten Dunst[/caption]

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Veja também que movimento literário surgiu na época da Revolução Francesa clicando nos links abaixo:

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[Slides #1] Romantismo: contexto histórico e autores principais

[Slides #3] A poesia romântica brasileira

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[English corner #3] Arqueólogos encontram teatro do início da carreira de Shakespeare

domingo, 24 de junho de 2012



Durante a renovação de uma área atrás de um pub em Londres, trabalhadores fizeram uma incrível descoberta: restos do que seria o primeiro teatro de Shakespeare.



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[caption id="" align="aligncenter" width="628"] Escavações encontraram um dos primeiros teatros usados por Shakespeare.[/caption]


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The Curtain, nome do antigo teatro, foi inaugurado em 1577, antecedendo o famoso Globe Theatre e durante um período foi a casa oficial da companhia de atuação de Shakespeare "Lord Chamberlain's Men" (Os Homens do Lorde Chamberlain).

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[caption id="" align="aligncenter" width="510"] Map[/caption]




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A descoberta vai encantar os historiadores e os fãs de Shakespeare uma vez que as escavações oferecem um retrato de local onde as produções iniciais do escritor foram encenadas, embora mais detalhes são pouco conhecidos sobre o precoce teatro.

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Enquanto você espera por novas descobertas sobre o teatro, que tal pesquisar um pouco sobre Shakespeare? Acesse aqui (em inglês).

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Até o próximo English Corner!


[English corner #2] Congratulations Macca!!!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

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Sir James Paul McCartney, um dos artistas mais prolíficos de todos os tempos, comemora 70 anos no próximo dia 18 de Junho!



Este cantor, compositor, baixista, guitarrista, pianista, multi-instrumentista, empresário, produtor musical, cinematográfico e ativista dos direitos dos animais britânico consta no Livro Guinness dos Recordes como  compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos (29 de suas composições alcançaram a 1ª posição na parada musical dos EUA).


Além de seu trabalho musical, McCartney também destaca-se por sua posição em relação a causas como o direito do animais, o uso de minas terrestres, o vegetarianismo e a favor da educação musical.


Em 2011, Macca foi uma das celebridades selecionadas pela PETA para estampar selos nos Estados Unidos, por ser um ícone vegetariano.

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Juntamente com os demais membros do The Beatles, McCartney foi nomeado em 1966 como Membro do Império Britânico. Entretanto, Macca é  o único a possuir o título de "Sir", honraria que lhe foi concedida pela Rainha em 1997. O título de "Sir" é mais distinto do que o de Membro do Império, por se tratar de um título nobiliárquico de mais alto valor, equivalente a "Cavaleiro do Império Britânico" (Knight of the British Empire).

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Paul McCartney também se aventurou pelo ramo da literatura, primeiramente em 1984 escrevendo a obra de animação "Rupert and the Frog Song". 

Posteriormente, em 2001 o livro "Blackbird Singing"  foi lançado, apresentando poemas compostos a partir de suas letras de música.

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[caption id="" align="aligncenter" width="345"] Blackbird singing (2001)[/caption]


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Em 2005, McCartney lançou o livro infantil "High In The Clouds: An Urban Furry Tail", cujo enredo aborda a causa em favor dos animais.

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Vale a pena conferir o site oficial, onde você encontrará a história desta grande personalidade, seus projetos e muito mais.

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Até o próximo English corner!!!


O que fazer no Rio de Janeiro em dia de chuva

domingo, 17 de junho de 2012

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Minha única vontade é viajar, viajar longamente por essas terras do interior que não conheço, vendo a noite acender bruscamente essas pequenas cidades que se aconchegam à beira dos rios, ou que se agasalham em vales percorridos de agrestes, dilacerantes perfumes. (…) Agora quero de novo os espaços livres – a mim, serenidade, que o voo é amplo e para regiões mais puras.



                                      Lúcio Cardoso

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[caption id="" align="aligncenter" width="430"] vista da Cidade Maravilhosa em um lindo dia de sol[/caption]

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Às vezes alguns locais ganham certa fama conforme as atividades realizadas pelas pessoas que os visitam. Ou ainda as empresas de turismo ajudam a criar uma imagem para esses lugares como se só existissem alguns passeios determinados para fazer, como se esses lugares se resumissem a esses passeios.


Faz de conta que você fez uma viagem para um lugar e os dias foram extremamente chuvosos. O que você faz?


Pensei nisso bastante no último feriadão, o de Corpus Christi. Fui para o Rio de Janeiro e, como a previsão do tempo havia prometido, choveu quase todos os dias.


Eu que estava visitando a cidade pela segunda vez não me abalei. Jamais achei que o Rio se resumisse à praia, sol, Pão de Açúcar e Cristo Redentor. Pelo contrário, acho um dos lugares mais culturais do Brasil e curto muito ir a pontos turísticos históricos e pensar sobre a história deles.


Então, aqui vão algumas sugestões do que se pode fazer na cidade maravilhosa em dia de chuva:


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1 – Theatro Municipal do Rio de Janeiro


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Na estação Cinelândia, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi restaurado em 2009 e 2010, quando completou 100 anos. Em 2011, havia uma visita guiada no valor de R$ 10,00. Dessa vez eu não fui porque aproveitei para conhecer outros casas culturais, mas dou a dica: vale muito a pena! A visita inicia numa sala de cinema onde é projetado um vídeo sobre o restauro. Nesse momento já se percebe a imensidão e a riqueza do prédio. Foram 850 dias de trabalho, mais de 500 pessoas envolvidas. O resultado parece ótimo pois o teatro é realmente muito bonito.


O tempo da visita é de aproximadamente 1 hora. São dois guias levando um grupo de 20 pessoas. Achei bem bacana.


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2 – Biblioteca Nacional


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Na estação Cinelândia também, a Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, é também a maior biblioteca da América Latina.


O núcleo original de seu poderoso acervo calculado hoje em cerca de nove milhões de itens é a antiga livraria de D. José organizada sob a inspiração de Diogo Barbosa Machado, Abade de Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real, cuja origem remontava às coleções de livros de D. João I e de seu filho D. Duarte, e que foi consumida pelo incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa de 1º de novembro de 1755.


É um lugar lindíssimo e também possui uma visita guiada, para que as pessoas possam conhecer sua história e sua importância para a cultura brasileira.


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3 – Museu Nacional de Belas Artes


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[caption id="" align="aligncenter" width="403"] dentro do museu, em uma exposição sobre a obra de Ferreira Gullar[/caption]

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O museu localiza-se na estação Cinelândia. Eu tive a sorte de ver diversas exposições e tenho certeza de que quem gosta de programas culturais vai adorar!!!


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4 – Centro Cultural Banco do Brasil


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[caption id="" align="aligncenter" width="411"] fachada do CCBB Rio[/caption]

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Simplesmente umas das casas culturais mais lindas do Rio. Eu adorei o lugar, o prédio é muito bonito e as exposições geralmente são muito interessantes. É bem pertinho da Igreja da Candelária, o Centro Cultural Banco do Brasil ocupa o histórico nº 66 da Rua Primeiro de Março, prédio de linhas neoclássicas que, no passado, esteve ligado às finanças e aos negócios. Sua pedra fundamental foi lançada em 1880, materializando projeto de Francisco Joaquim Bethencourt da Silva (1831-1912), arquiteto da Casa Imperial, fundador da Sociedade Propagadora das Belas-Artes e do Liceu de Artes e Ofícios.


Inaugurado em 12 de outubro de 1989, transformou-se em polo multimídia e fórum de debates. Com 17 mil metros quadrados, o CCBB RJ integra muitos espaços num só, onde a arte está permanentemente em cartaz.


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5 – Caixa Cultural


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A CAIXA Cultural Rio de Janeiro possui duas instalações no Centro do Rio de Janeiro, sendo uma na Avenida Chile e a outra está localizada no edifício-sede da CAIXA, na Avenida Almirante Barroso, perto da estação Cinelândia também.


A Unidade Barroso, inaugurada em 29 de junho de 2006, abriga em seus mais de 6.000 m2 um teatro de arena, dois cinemas, três galerias de arte, uma cafeteria, uma bombonière, além de salas de oficinas e ensaios.
A programação garante o acesso gratuito às exposições, debates, visitas guiadas, oficinas e afins, e os espetáculos apresentados nos teatros e cinemas têm preços populares.


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6 – Casa de Rui Barbosa


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A Casa de Rui Barbosa foi, para mim, um dos lugares que mais visitei. Primeiro porque era perto de onde eu estava hospedada e segundo porque o acervo do escritor que estudei no meu mestrado, o Lúcio Cardoso, está lá.


A Fundação Casa de Rui Barbosa é uma instituição pública federal, vinculada ao Ministério da Cultura, e oferece um espaço reservado ao trabalho intelectual, à consulta de livros e documentos, e à preservação da memória nacional.


Situada circunstancialmente na cidade do Rio de Janeiro, a Fundação Casa de Rui Barbosa preserva e divulga acervos de interesse nacional, por constituírem patrimônio cultural importante, e realiza trabalhos de alcance internacional.


Não perde de vista a importância do atendimento diário ao visitante e ao usuário dos serviços, desde a simples visita ao jardim até a pesquisa de trabalhos acadêmicos complexos.


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7 – Confeitaria Colombo


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[caption id="" align="aligncenter" width="403"] aaahhh, esse capuccino![/caption]

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A Confeitaria Colombo é puro glamour!!! Lugar lindíssimo, vale a pena visitar, tirar foto, comprar lembrança e COMER DOCE!!! Sim, os doces são maravilhosos e o capuccino também.


Localiza-se na Rua Gonçalves Dias, n. 32. No centro do Rio.


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Esses são alguns dos muitos lugares que gostei de visitar na cidade maravilhosa e que não precisa estar tempo bom para conhecer. Claro que é melhor quando dá para ir à praia também, mas achar que o Rio se resume à praia é ignorar a grandeza cultural e histórica da cidade. Além desses locais, existem muitos outros. Caso você se interesse, acesse o site da Prefeitura e o do Metrô para ver outros lugares bacanas.


No ano de 2011, quando visitei o Rio pela primeira vez, eu criei um blog para poder me comunicar com minha família. Caso você tenha interesse em vê-lo, acesse aqui.


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E você, o que faria se viajasse para algum lugar e só chovesse? Faria também programas culturais ou ficaria no hotel o dia inteiro?


Espero que tenham gostado das dicas.


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Beijinhos, 


Ana Karina

[English corner #1] A Dama de Ferro

segunda-feira, 11 de junho de 2012



Dia 09 de Junho de 1983 entrou para a história da política do Reino Unido. Neste dia, os britânicos foram às urnas para decretar uma vitória em larga vantagem para a Primeira Ministra Margareth Thatcher nas Eleições Gerais (General Elections).

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[caption id="" align="aligncenter" width="200"] Margareth Thatcher[/caption]




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Margareth Thatcher, também conhecida como a DAMA DE FERRO, é um dos nomes mais conhecidos na história política mundial, por sua postura firme e voz ativa em um mundo até então dominado por homens.


Filha de comerciantes, a jovem Margareth Roberts cursou Química na Universidade de Oxford, onde iniciou sua vida política.

Em 1950, especializou-se em Direito Tributário. Em 1959, foi eleita para a Câmara dos Comuns (House of Commons) e nos próximos 2 anos se tornou Secretária do Estado para Assuntos Sociais. No início dos anos 70, tornou-se Ministra da Educação.


Eleita como Primeira Ministra em 1979, dominou com força e determinação até 1990. Sua postura inflexível rendeu-lhe o apelido "Dama de Ferro".


Desde os 83 anos, Margareth Thatcher foi diagnosticada com demência, porém ela continua reverenciada por muitos como uma das maiores personalidades políticas de todos os tempos.


Em 2011 foi lançado o filme A Dama de Ferro (The Iron Lady), que retrata a situação de Margareth Thatcher, interpretada pela ganhadora do Oscar Meryl Streep, já sobre a influência da doença. O filme também nos leva a um breve passeio na vida de Thatcher e as decisões que a fizeram tão famosa.

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[caption id="" align="aligncenter" width="373"] pôster do filme A Dama de Ferro (2011)[/caption]

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Espero que tenham gostado da estreia da nova seção English Corner e, principalmente, da Dani aqui no blog!




Surrealismo: dimensões oníricas

domingo, 29 de abril de 2012

[caption id="" align="aligncenter" width="430" caption="A persistência da memória (1931), de Salvador Dalí."][/caption]

Surrealismo foi, cronologicamente, o último movimento da vanguarda europeia do início do século XX. Note como André Breton (1896 – 1966), autor do primeiro manifesto surrealista, definiu o movimento:



Surrealismo, s.m. Automatismo psíquico pelo qual alguém se propõe exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento.

"O Surrealismo não é um estilo. É o grito da mente que se volta para si mesma." Assim o ator e escritor Antonin Artaud definiu essa vanguarda.


Fortemente ligado às artes visuais, o Surrealismo é uma vanguarda interessada em adquirir um maior conhecimento do ser humano. Seus seguidores pretendem, por meio da valorização da fantasia, do sonho, do interesse pela loucura, liberar o inconsciente humano, terreno fértil e ainda muito pouco explorado.


O fascínio pelo inconsciente e por todas as formas que vão além da realidade objetiva aproxima os surrealistas da teoria psicanalítica de Sigmund Freud.



As bases da psicanálise: o modelo freudiano

[caption id="" align="aligncenter" width="411" caption="Sigmund Freud contribuiu para abalar as certezas ao identificar o inconsciente e seu impacto sobre os seres humanos. Foto de 1938."][/caption]

Freud propôs um modelo explicativo para a estrutura de nosso "sistema" psíquico. O comportamento humano é visto, nessa teoria, como o resultado da interação entre três partes: idegosuperego.


id seria o lado mais agressivo e animalesco, dominado pelos desejos de natureza sexual e livre das imposições culturais e sociais. O id leva a buscar sempre o prazer.


ego, domínio da percepção, do pensamento e do controle motor, é o encarregado de encontrar formas de alcançar a realização do desejo contido no id.


superego funciona como o censor do id. É nele que ficam guardadas as proibições, as regras socialmente impostas ao indivíduo.


De certa forma, o embate entre o id e o superego simboliza o confronto básico entre os desejos individuais (associados ao primeiro) e as regras coletivas (presentes no segundo). O ego é o árbitro desse embate.


Os surrealistas veem a teoria de Freud como sinal de que há muito a ser descoberto sobre o ser humano. Eles acreditam que a razão não é o melhor instrumento para essas descobertas, porque ela ignora nosso universo inconsciente. Por isso, as manifestações artísticas que produzem são um desafio evidente à organização racional do mundo.




[caption id="" align="aligncenter" width="544" caption="Obra de Vladimir Kush."][/caption]
A literatura surrealista

O grande nome da literatura surrealista é André Breton. Em 1924, ele publica em Paris o Manifesto do Surrealismo, em que define o espírito e os objetivos da nova vanguarda.


Na literatura, a liberação do inconsciente deve ser alcançada com o auxílio da escrita automática. No Manifesto, André Breton ensina como usar o automatismo para fazer emergir o inconsciente.




[...] Mandem trazer algo com que escrever, depois de se haverem estabelecido em um lugar tão favorável quanto possível à concentração do espírito sobre si mesmo. Ponham-se no estado mais passivo, ou receptivo que puderem. Façam abstração de seus gênios, de seus talentos e dos de todos os outros. Digam a si mesmos que a literatura é um dos: mais tristes caminhos que levam a tudo. Escrevam depressa, sem um assunto preconcebido, bastante depressa para não conterem e não serem tentados a reler. A primeira frase virá sozinha, tanto é verdade que a cada segundo é uma frase estrangeira ou estranha a nosso pensamento consciente que só pede para se exteriorizar.[...]


 


BRE TON, André. In: TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. 9. ed.  Petrópolis: Vozes, 1986.  p. 194. (Fragmento).



 


O resultado desse processo é sempre um texto em que as relações lógicas não servem de apoio para o leitor, porque as imagens criadas não encontram equivalente no mundo conhecido. Privado das bases racionais de análise, não resta ao leitor outra saída a não ser entregar-se ao universo de sonho proposto pelo texto.




[caption id="" align="aligncenter" width="386" caption="O som do amor (1914), de Giorgio de Chirico"][/caption]

No Brasil, o Surrealismo lança suas raízes na obra do modernista Murilo Mendes, que procura, em vários poemas, construir imagens que trazem à tona o misterioso inconsciente.




Aproximação do terror


                 I

Dos braços do poeta
Pende a ópera do mundo
(Tempo, cirurgião do mundo):

O abismo bate palmas,
A noite aponta o revólver.
Ouço a multidão, o coro do universo,
O trote das estrelas

Já nos subúrbios da caneta:
As rosas perderam a fala.
Entrega-se a morte a domicílio.


Dos braços...
Pende a ópera do mundo.

(apud Laís Correa de Araújo, Murilo Mendes, 2ªed., Petrópolis, Vozes,1 972, p. 132)











Se você quiser saber um pouco mais sobre o Surrealismo e sobre a obra de Vladimir Kush, acesse o blog da minha amiga Cláudia, o  Jardim dos Sonhos. Tem um post muito interessante lá!!

Dadaísmo: o mais radical dos movimentos de vanguarda

Em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, o romeno Tristan Tzara espanta o mundo com mais uma vanguarda: o Dadaísmo ou Dadá, a mais radical e a menos compreensível de todas as vanguardas.


O Dadá vem para abolir de vez a lógica, a organização, o olhar racional, dando à arte um caráter de espontaneidade total. A falta de sentido já é anunciada no nome escolhido para a vanguarda. Dizia Tzara que dada, palavra que encontrou casualmente num dicionário, pode significar: rabo de vaca santa, mãe; certamente; ama-de-leite. Mas acabou afirmando, no movimento dadaísta: DADÁ NÃO SIGNIFICA NADA.






[caption id="" align="aligncenter" width="347" caption="Tristan Tzara"][/caption]



O principal problema de todas as manifestações artísticas está, segundo os dadaístas, em almejar algo impossível: explicar o ser humano. Em mais uma afirmação retumbante, Tzara decreta: "A obra de arte não deve ser a beleza em si mesma, porque a beleza está morta."






[caption id="" align="aligncenter" width="344" caption="Marcel Duchamp, Roda de bicicleta. Réplica do original de 1913.
O trabalho de Duchamp consiste sobretudo no questionamento gerado: uma roda de bicileta é um objeto de arte? Por quê? Qual o trabalho do artista nesse caso, uma vez que a roda é um produto fabricado em série? Se isso for arte, o que não é arte?"][/caption]



Literatura: a negação de todos os princípios e relações


 

A falta de lógica e a espontaneidade alcançam na literatura sua expressão máxima. Em seu último manifesto, Tzara diz que o grande segredo da poesia é que "o pensamento se faz na boca". para orientar melhor seus seguidores, cria uma receita para fazer um poema dadaísta.





Receita de poema dadaísta

Pegue um jornal.


Pegue a tesoura.


Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.


Recorte o artigo.


Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.


Agite suavemente.


Tire em seguida cada pedaço um após o outro.


Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.


O poema se parecerá com você.


E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.


TZARA, Tristan. In: TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 1986. p. 132. (Fragmento).





Embora muitas das propostas dadaístas pareçam infantis aos olhos contemporâneos, é preciso levar em consideração o momento em que surgiram. Em uma Europa caótica e em guerra, insistir na falta de lógica e na gratuidade dos acontecimentos talvez não fosse um absurdo, mas o espelho crítico de uma realidade incômoda.











Acesse o E-Dicionário de Termos Literários e o blog Dadaísmo para saber um pouco mais sobre esse movimento de vanguarda.

Expressionismo: a tradução das vivências humanas

Alemanha, 1910: uma nova vanguarda toma forma, apresentando-se como reação à estética impressionista de valorização sensorial. É o Expressionismo. Contemporâneo do Cubismo e do Futurismo, a base do Expressionismo é o resultado de um processo criativo que supõe a perda do controle consciente durante a produção da obra de arte. A realidade não deve mais ser percebida em planos distintos (físico, psíquico, etc.), mas sim transformada em expressão.


O movimento expressionista é bastante influenciado pela Primeira Guerra Mundial, e seus quadros ressaltam um lado obscuro da humanidade, retratando faces marcadas pela angústia e pelo medo. A mais conhecida tela expressionista é O grito, de Edvard Munch.




[caption id="" align="aligncenter" width="390" caption="O grito (1893), de Edvard Munch"][/caption]



Literatura expressionista


O único manifesto expressionista surge em 1918. Seu autor, Kasimir Edschmid, procura estabelecer os rumos que a nova visão impunha à literatura.

[...] o universo total do artista expressionista torna-se visão. Ele não vê, mas percebe. Ele não descreve, acumula vivências. Ele não reproduz, ele estrutura. Ele não colhe, ele procura. Agora não existe mais a
cadeia de fatos: fábricas, casas, doença, prostitutas, gritaria e fome. Agora existe a visão disso. Os fatos têm significado somente até o ponto em que o mão do artista o atravessa para agarrar o que se encontra além deles. [...]


EDSCHMID,  Kasimir. In: TELES, Gilberto Mendonça. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 1986. p.111. (Fragmento).



Inspirados por essas palavras, os poetas expressionistas abordam, em suas obras, a derrocada do mundo burguês e capitalista, denunciando um universo em crise e a sensação de impotência do homem preso em um mundo "sem alma".


Temas como esses garantem aos textos expressionistas um forte caráter negativista, fazendo com que muitas vezes a representação do mundo se faça de forma grotesca e deformada.


A literatura expressionista cria também imagens distorcidas da realidade para traduzir as vivências humanas. Uma passagem do romance  Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade, flagra o impacto da Floresta da Tijuca em Fräulein Elza. Contemplando o espetáculo magnífico da natureza brasileira, a alemã é tomada por sensações e impressões que alteram o modo como vê montanhas e árvores.




A luz delirava, apressada a um vago aviso da tarde. Era tal e tanta que embaçava de ouro a amplidão. Se via tudo de longe num halo que divinizava e afastava as coisas mais. Lassitude. No quiriri tecido de ruidinhos abafados, a cidade se movia pesada, lerda. O mar parava azul. [...]

Fräulein botara os braços cruzados no parapeito de pedra, fincara o mento aí, nas carnes rijas. E se perdia. Os olhos dela pouco a pouco se fecharam, cega duma vez. A razão pouco a pouco escampou. Desapareceu por fim, escorraçada pela vida excessiva dos sentidos. Das partes profundas do ser lhe viam apelos vagos e decretos fracionados. Se misturavam animalidades e invenções geniais. [...] Adquirira enfim uma alma vegetal.

ANDRADE, Mário de.  Amar, verbo intransitivo. 18. ed. Belo Horizonte: Vila Rica, 1992. p. 120. (Fragmento)















Se você quer saber um pouco mais sobre o Expressionismo, acesse os blogs Arte Moderna FAV-UFG e Das Artes.

Rafael Sanzio

sexta-feira, 6 de abril de 2012

[caption id="" align="aligncenter" width="213" caption="Autorretrato"][/caption]

Rafael Sanzio (6 de abril de 1483 – 6 de abril de 1520) foi um pintor italiano, mestre da pintura e arquitetura da escola de Florença. É considerado um dos maiores pintores do Renascimento juntamente com Leonardo da Vinci e Michelangelo.


Nasceu em Urbino, cidade na qual possuía o espírito renascentista por ser um grande centro da pintura italiana. Era filho de Giovanni Santi, poeta e pintor da corte de Mântua. Rafael foi logo introduzido pelo seu pai na corte de Urbino, governada por Federico da Montefeltro. Com a influência de pintores com Luca Signorelli e o talento precoce, Rafael já era um pintor de alto nível com apenas 17 anos.


Através do pintor Perugino, aprendeu as técnicas de afresco. Destaca-se a pintura O Casamento da Virgem (1504). Nessa obra, a influência de Perugino evidencia-se na perspectiva e na relação proporcional entre as figuras, de um doce lirismo, e a arquitetura. A disposição das figuras é, no entanto, mais informal e animada que a do mestre.




[caption id="" align="aligncenter" width="362" caption="O casamento da virgem (1504)"][/caption]

A Deposição e Cristo ( 1507), foi pintada por encomenda de uma nobre. Hoje exposta na Galleria Borghese, em Roma.




[caption id="" align="aligncenter" width="306" caption="A Deposição de Cristo (1507)"][/caption]

Posteriormente, pintaria Madona do Baldaquino, que continha a estética absorvida através de outro grande mestre, Michelangelo. Sob influência de Leonardo da Vinci, pintou Madona Esterházy e A Bela Jardineira (1504). Rafael soube aplicar as técnicas de da Vinci, como o Sfumato (esfumado), sombreado levemente esbatido, em vez de traços, para delinear as formas; e o Chiaroscuro (claro – escuro), contraste de luz e sombra. A utilização dessas técnicas foi considerada uma grande inovação na pintura do Renascimento.


Em 1514, atuou como arquiteto do Vaticano, onde projetou a cruz latina em substituição à cruz grega. Participou de muitas outras obras no Vaticano, como na decoração das loggias (galerias).


Dos afrescos do Vaticano, os mais importantes são a Disputa ou Discussão sobre Santíssimo Sacramento e a Escola de Atenas, ambos pintados na Stanza della Segnatura.


A Discussão sobre o Santíssimo Sacramento, foi o primeiro afresco concluído por Rafael para o Papa Júlio II, representa o triunfo da religião e verdade espiritual. A Hóstia consagrada é mostrada no centro da pintura. Ao lado, grupo de filósofos escolásticos discutem seu significado; a Santíssima Trindade, santos e anjos flutuam nas nuvens acima.




[caption id="" align="aligncenter" width="395" caption="Discussão sobre o Santíssimo Sacramento (1510/11)"][/caption]

A Escola de Atenas é uma alegoria complexa do conhecimento filosófico profano. Mostra um grupo de filósofos de várias épocas históricas ao redor de Aristóteles e Platão, ilustrando a continuidade histórica do pensamento platônico.




[caption id="" align="aligncenter" width="480" caption="A Escola de Atenas (1509)"][/caption]

O primeiro trabalho arquitetônico conquistado por Rafael foi a posição de arquiteto da nova Basílica de São Pedro, cuja construção começou em 1506. A posição havia sido vagada pela morte de Bramante em 1514. Rafael mudou a planta de um desenho de inspiração grega para um design longitudinal. Contudo este projeto foi modificado novamente após sua morte.


Dois anos depois ele projetou as linhas da importante Villa Madama em Roma. Construída para o papa, era uma imitação das villas que existiam por toda a Roma clássica e cuja descrição Rafael encontrou nos textos de Plínio, o Velho.


Villa Madona – a mais antiga, foi projeto inacabado de Rafael, onde repete com muito cuidado aquilo que vinha descrito nos textos. O projeto original era majestoso e complexo, envolvendo uma ampla extensão de terreno que seria necessário graduar com uma sucessão de terraços, perspectivas renascentistas e jardins à italiana até o rio Tibre. Para a realização dos respectivos contrafortes também foi pedida a colaboração de Antonio da Sangallo, conhecido pelas suas capacidades técnicas nas fortificações.


A Villa Madama foi a primeira vila suburbana segundo o modelo das vilas romanas, projetadas para festas e entretenimento, integrada com a natureza, arquitetura de veraneio, construídas em Roma no século XVI. Foi idealizada com a intenção de rivalizar com as descrições das vilas da Antiguidade, como a famosa descrição que Plínio fez da sua própria, e com as villas contemporâneas.




[caption id="" align="aligncenter" width="480" caption="O jardim de Vila Madama"][/caption]

Competente pesquisador interessado na antiguidade clássica, Rafael foi designado, em 1515, para supervisionar a preservação de preciosas inscrições latinas em mármore. Dois anos depois, foi nomeado encarregado geral de todas as antiguidades romanas, para o que executou um mapa arqueológico da cidade. Sua última obra, a "Transfiguração", encomendada em 1517, desvia-se da serenidade típica de seu estilo para prefigurar coordenadas de um novo mundo turbulento -- o da expressão barroca.


Rafael morreu em Roma no seu aniversário de 37 anos, acometido por uma febre, e foi profundamente lamentado por todos aqueles que reconheciam sua grandeza. Seu corpo repousou por certo tempo em uma das salas na qual ele havia demonstrado sua genialidade e foi honrado com um funeral público. Sua obra Transfiguração precedeu seu corpo durante a procissão fúnebre.




[caption id="" align="aligncenter" width="384" caption="Trasnfiguração (1518-20)"][/caption]

Rafael foi enterrado no Panteão de Roma, o mais honorável mausoléu na Itália.


Para conhecer outra obras de Rafael Sanzio, clique aqui.

Anne Frank e seu diário

sábado, 31 de março de 2012

Hoje completa 67 anos que Anne Frank morreu e eu não poderia deixar de comentar sobre a sua vida e sobre o seu diário aqui no blog Da Literatura, devido à sua história comovente e aos elogios dados à escrita de seu diário.




[caption id="" align="aligncenter" width="300" caption="Anne Frank"][/caption]

Anne Frank foi uma entre o total de 1 milhão de crianças judias assassinadas durante o Holocausto. Seu nome completo era Annelies Marie Frank, nascida a 12 de junho de 1929, em Frankfurt, Alemanha, filha de Otto e Edith Frank.


Nos primeiros cinco anos de vida Anne morou com seus pais, e sua irmã mais velha Margot, em um apartamento localizado nos arredores de Frankfurt. Depois que os nazistas subiram ao poder, em 1933, Otto Frank fugiu para Amsterdã, na Holanda, onde tinha alguns contatos profissionais. O restante da família seguiu Otto, sendo Anne a última a chegar, em fevereiro de 1934, depois de haver permanecido por um breve período com seus avós na cidade de Aachen.


Os alemães ocuparam Amsterdã em maio de 1940. Em julho de 1942, as autoridades alemãs e seus colaboradores holandeses começaram a concentrar judeus de todo o território holandês em Westerbork, um campo de trânsito próximo à cidade holandesa de Assen, não muito distante da fronteira com a Alemanha, de onde os deportaram para os campos de extermínio de Auschwitz-Birkenau e Sobibór, na Polônia, então ocupada pelos alemães.


Durante a primeira semana de julho, Anne e sua família esconderam-se em um apartamento, aonde posteriormente outros quatro judeus holandeses ficaram. Por dois anos viveram no sótão de um prédio que ficava atrás do escritório da família, na Rua Prinsengracht, 263, ao qual Anne se referia em seu diário como o “Anexo Secreto”. Johannes Kleiman, Victor Kugler, Jan Gies e Miep Gies, amigos de Otto Frank, haviam preparado o esconderijo e passaram a contrabandear alimentos e roupas para a família escondida, mesmo correndo sérios riscos. Em 4 de agosto de 1944, a Gestapo, Polícia Secreta alemã, descobriu o esconderijo após receber uma denúncia anônima.


No mesmo dia, o oficial da Gestapo sargento Karl Silberbauer e dois colaboradores da polícia holandesa prenderam a família Frank; a Gestapo os enviou para Westerbork no dia 8 de agosto. Um mês depois, em setembro de 1944, as SS e as autoridades policiais colocaram a família, e todos os que com ela estavam no esconderijo, em um trem de carga que ia de Westbrock para Auschwitz, um conjunto de campos de concentração na Polônia ocupada pela Alemanha. Devido à sua juventude e capacidade de serviço, no final de outubro de 1944, Anne e sua irmã Margot foram transferidas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, próximo à cidade de Celle, no norte da Alemanha, para trabalharem como escravas.


Ambas morreram de tifo em março de 1945, poucas semanas antes das tropas inglesas liberarem Bergen-Belsen, no dia 15 de abril de 1945. Os pais de Anne também foram selecionados para o trabalho escravo pelas autoridades das SS. A mãe de Anne, Edith, morreu em Auschwitz no início de janeiro de 1945. Somente seu pai, Otto, sobreviveu à guerra. As forças soviéticas liberaram Otto em Auschwitz, no dia 27 de janeiro de 1945. Ao ser libertado, soube que a esposa havia morrido e que as filhas haviam sido transferidas para Bergen-Belsen. Ele ainda tinha esperança de reencontrar as filhas vivas. Em julho de 1945, a Cruz Vermelha confirmou as mortes de Anne e Margot.


O diário




[caption id="" align="aligncenter" width="486" caption="O diário aberto"][/caption]

Durante o tempo em que ficou escondida, Anne manteve um diário no qual registrava seus medos, esperanças e experiências. Miep Gies, uma das pessoas que havia ajudado a família a se esconder, encontrou o diário depois que Anne foi presa e o guardou para entregar a ela posteriormente, mas Anne nunca retornou, já que havia sido assassinada pela brutalidade nazista contra os judeus. Foi então que Miep Gies entregou para o pai de Anne, Otto Frank. Otto mostrou o diário à historiadora Annie Romein-Verschoor, que tentou sem sucesso publicá-lo. Ela o mostrou ao marido, o jornalista Jan Romein, que escreveu um texto sobre o diário de Anne. O diário foi finalmente publicado pela primeira vez em 1947.


O livro foi traduzido para diversas línguas com mais de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro. Ele é usado em milhares de escolas europeias e norte-americanas e se tornou o símbolo da perda do potencial de todas as crianças que morreram no Holocausto. O livro que começou como um simples diário de adolescente transformou-se num comovente testemunho do terror nazista.


Fonte: Enciclopédia do Holocausto


Para saber um pouco mais sobre Anne Frank, acesse o site do Anne Frank Museum Amsterdam (em inglês).

[caption id="" align="aligncenter" width="262" caption="O diário de Anne Frank"][/caption]

aniversário do escritor Alexandre Herculano

quarta-feira, 28 de março de 2012

Todos os dias eu pesquiso no site da wikipedia os acontecimentos da data. Acho interessante saber o que é comemorado, ou quem nasceu, ou quem morreu... enfim. Aí que o dia 28 de março é repleto de acontecimentos: a morte da Virgínia Woolf, por exemplo - que farei mais tarde um post a respeito - e o aniversário de nascimento de Alexandre Herculano.





[caption id="" align="aligncenter" width="140" caption="Alexandre Herculano"][/caption]


Alexandre Herculano foi um escritor, historiador, jornalista e poeta português. É conhecido principalmente pelo seu romance Eurico, o presbítero, publicado em 1844.


Herculano deixou ensaios sobre diversas questões polêmicas de sua época, que se somam à sua intensa atividade jornalística.


Como historiador, publicou História de Portugal de Alexandre Herculano, em quatro volumes, e História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal. Além dessas, organizou Portugaliae Monumenta Historica (coleção de documentos valiosos recolhidos de cartórios conventuais do país).


A parte mais significativa da obra literária de Herculano concentra-se em seis textos em prosa, dedicados principalmente ao gênero conhecido como narrativa histórica. Esse tipo de narrativa combina a erudição do historiador, necessária para a minuciosa reconstituição de ambientes e costumes de épocas passadas, com a imaginação do literato, que cria ou amplia tramas para compor seus enredos. Dessa forma, o autor situa a ação num tempo passado, procurando reconstituir uma época. Para isso, contribuem descrições pormenorizadas de quadros antigos, como festas religiosas, indumentárias, ambientes e aposentos, topografias de cidades. São frequentes as intervenções do narrador, que tece comentários filosóficos, sociais ou políticos, muitas vezes relacionando o passado narrado com o quotidiano do século XIX.


A narrativa histórica de Herculano é considerada o ponto inicial para o desenvolvimento da prosa de ficção moderna em Portugal.


As Lendas e Narrativas são formadas por textos mais ou menos curtos, que se podem considerar contos e novelas. Herculano abordou vários períodos da historia da Península Ibérica. É evidente a preferência do autor pela Idade Média, época em que, segundo ele, se encontravam as raízes da nacionalidade portuguesa.


O trabalho literário de Herculano foi, juntamente com as Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, o ponto inicial para o desenvolvimento da prosa de ficção moderna em Portugal. A partir disto, as narrativas históricas foram focando épocas cada vez mais próximas do século XIX.


Deixou ainda alguma poesia, romances não históricos e peças de teatro.



(texto adaptado do site wikipedia e de outras leituras feitas sobre o escritor)





Se você quiser conhecer um pouco mais sobre Alexandre Herculano, o site do Instituto Camões possui uma biografia bem completa do autor.



Abaixo, um vídeo sobre Alexandre Herculano, disponível no youtube.







DIA MUNDIAL DO TEATRO - 27 de Março

terça-feira, 27 de março de 2012


O Dia Mundial do Teatro, criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro, é celebrado todos o anos, a 27 de Março, pelos centros nacionais do Instituto Internacional do Teatro e pela comunidade teatral internacional. São organizadas numerosas manifestações teatrais nesta ocasião, sendo uma das mais importantes, a difusão da mensagem internacional, tradicionalmente redigida por uma personalidade do Teatro, de renome mundial, a convite do Instituto Internacional do Teatro.


O International Theatre Institute (ITI), uma organização não governamental, foi fundado em Praga no ano de 1948 pela UNESCO e pela comunidade internacional do teatro.


 

Origem do teatro

 

A origem do teatro pode ser remontada desde as primeiras sociedades primitivas, em que se acreditava no uso de danças imitativas como propiciadores de poderes sobrenaturais que controlavam todos os fatos necessários à sobrevivência (fertilidade da terra, casa, sucesso nas batalhas, etc). Essas danças também possuíam um caráter de exorcização dos maus espíritos. O teatro, portanto, em suas origens tinha um caráter ritualístico.


Com o domínio e o conhecimento do homem em relação aos fenômenos naturais, o teatro vai deixando suas características ritualistas, dando lugar às características mais educacionais. Ainda num estágio de maior desenvolvimento, o teatro passou a ser o lugar de representação de lendas relacionadas aos deuses e heróis.


Na Grécia antiga, os festivais anuais em honra ao deus Dionísio (Baco, para os latinos) compreendiam, entre seus eventos, a representação de tragédias e comédias. As primeiras formas dramáticas na Grécia surgiram neste contexto.


A hipótese mais difundida quanto à origem da tragédia estaria ligada ao caráter religioso e ao que Aristóteles nos afirma na Poética. Segundo ele, a tragédia teria nascido de improvisos, teria a sua origem em formas líricas como o ditirambo.


Este gênero, dito por alguns estudiosos “semi-literário” – pois nasceu de forma improvisada e posteriormente foi escrito – surgiu no século VII a.C. na região de Corinto e de Sícion e era formado por danças e cantos em honra ao deus Dioniso. Foi criado por Archílocus mas foi Árion de Lesbos, que viveu por volta de600 a.C. na corte do tirano Periandro de Corinto, quem instituiu algumas modificações: deu forma literária ao que era improvisado; deu figurino aos integrantes, vestindo-os como sátiros; definiu o número de participantes em 50 coreutas; intercalou colóquios entre os coreutas e o corifeu (uma espécie de chefe do coro) e alterou a forma de procissional para circular.


A tragédia grega, mesmo após vários séculos ainda é bastante lida, comentada e encenada devido à amplitude de sua significação e à riqueza do pensamento que os grandes tragediógrafos souberam dar-lhe: a tragédia grega apresentava uma reflexão sobre o homem. Em todas as épocas de crise na história da humanidade, percebe-se a necessidade de um retorno a esses mitos antigos tratados nas apresentações do teatro ateniense, a fim de que esses possam ser ressignificados e adequados às questões do homem contemporâneo, daí as diversas recriações dos gregos, seus temas e personagens: ainda se escrevem Electras, Antígonas e Medéias.


O desenvolvimento do gênero teatral

Psístrato, o sagaz tirano de Atenas que promoveu o comércio e as artes e foi o fundador das Panatenéias e das Grandes Dionisíacas, esforçou-se para emprestar esplendor a essas festividades públicas. Em 534 a.C., trouxe da Icária para Atenas o coreuta ditirâmbico Téspis, e ordenou que ele participasse da Grande Dionisíaca. Téspis teve uma nova e criativa idéia que faria história. Ele se colocou à parte do coro como solista e em vez de narrar os acontecimentos das personagens, agiu como um deles, criando o papel do hypokrites (“respondedor” e, mais tarde, ator), que apresentava o espetáculo e se envolvia num diálogo com o condutor do coro. Essa denominação hypokrites ressalta a importância que possuirá o coro com o desenvolvimento do gênero: o ator responde ao coro. O coro será a personagem principal numa época em que a pólis está para ser formada. A coletividade é mais importante que o indivíduo e é representada pelo coro.


Essa inovação, primeiramente não mais do que um embrião dentro do rito do sacrifício, se desenvolveria mais tarde na tragédia, etimologicamente, tragos (bode) e ode (canto).


Entre a primeira apresentação de Téspis e o primeiro êxito teatral de Ésquilo passaram-se sessenta anos. Foram anos de violentas disputas políticas que puseram um fim ao domínio dos tiranos, levaram à intervenção dos guerreiros de Maratona na formulação dos assuntos públicos e, com Clístenes, à fundação da República de Atenas. Porém, indepententemente das revoltas políticas, a nova forma de arte da tragédia ganhou terreno, aperfeiçoou-se e se tornou a matéria de uma competição teatral (agon) nas Dionisíacas.


Com o desenvolvimento do gênero teatral, que praticamente tornou-se o gênero literário mais importante na Grécia durante o séc. V a.C., as Grandes Dionísicas atraem um público cada vez maior. É a própria cidade, Atenas, que se reúne em peso para assistir anualmente, em um momento especial do calendário religioso, tragédias e comédias. É portanto para a pólis que as peças serão direcionadas. Mas não só. Aos poucos, estrangeiros também participarão, muitos vindos de outras cidades gregas, mas outros vindos mesmo de outros países, exclusivamente para assistir as representações teatrais. O teatro ateniense passa a ser cada vez mais o rosto mais atrativo que a cidade mostra de si mesma, símbolo de sua importância cultural diante de seus vizinhos e de certa forma, parte da política hegemônica ateniense na área do Mediterrâneo oriental a partir das vitórias contra as invasões persas.


Portanto o teatro trágico grego tem uma dupla ambientação: religiosa, por um lado, já que se insere no calendário festivo-religioso, mas conjuntamente, política, pois é também uma festa estatal. Cabe a cidade, a pólis, se incumbir dos preparativos para a sua realização.


O apogeu da tragédia ática coincidiu com a hegemonia ateniense e com a Guerra do Peloponeso; a época dos grandes trágicos só terminou por volta de400 a.C., pouco depois da apresentação de obras póstumas de Sófocles e Eurípedes. O teatro trágico do século IV e do século III a.C. foi dominado por reapresentações das obras de Ésquilo, Sófocles e Eurípides, e também pela obra dos outros trágicos citados por Aristóteles, mas que não conhecemos.


Os tragediógrafos

Tépsis foi o primeiro tragediógrafo a vencer o concurso celebrado pelo imperador Psístrato, no entanto, sua obra não chegou até nós. Ésquilo foi o nome que ficou historicamente registrado como o primeiro grande tragediógrafo. É a Ésquilo que a tragédia grega antiga deve a perfeição artística e formal, que permaneceria um padrão para todo o futuro. Seu pai pertencia à nobreza proprietária de terras de Elêusis e Ésquilo, portanto, tinha acesso direto à vida cultural de Atenas. Em 490 a.C. participou da batalha de Maratona, e foi um dos que abraçou apaixonadamente o conceito democrático da pólis. Segundo alguns historiadores, sua lápide honra a bravura dele na batalha, mas nada diz respeito de seus méritos como dramaturgo.


Ésquilo ganhou os louros da vitória na agon teatral somente após diversas tentativas. Sabe-se que ele começou a competir na Grande Dionisíaca em 500 a.C. com tetralogias, a unidade obrigatória de três tragédias e uma peça satírica concludente. Toda a sua obra anterior a 472 a.C., quando Os Persas foi encenada pela primeira vez, está perdida. De acordo com cronistas antigos, Ésquilo escreveu ao todo noventa tragédias; destas, setenta e novo títulos chegaram até nós, mas dentre eles conservaram-se apenas sete peças.


Quatro anos depois de ter ganhado o prêmio com Os Persas, Ésquilo enfrentou pela primeira vez, no concurso anual de tragédias, um rival cuja fama estava crescendo: Sófocles, então com vinte e nove anos de idade, filho de uma rica família ateniense. Sófocles foi convidado, aos 15 anos de idade, a conduzir o coro de adolescentes no cortejo à vitória da batalha de Salamina.


Os dois rivais inscreveram suas tetralogias para a Dionisíaca de468 a.C. Ambas foram aceitas e apresentadas. Ésquilo obteve o segundo lugar enquanto que o prêmio coube a Sófocles, trinta anos mais novo.


Sófocles aperfeiçoou os cenários pintados móveis ou periactos (prismas giratórios). Naquela época, a cenografia representava a fachada de palácios, templos ou, ainda, acampamentos guerreiros. O cenário era pintado. Sófocles tornou-o móvel, cada face do prisma representava um desses espaços. Além dessas modificações, Sófocles rompe com o uso de trilogias, dando maior dinâmica ao enredo.


Sófocles ganhou dezoito prêmios dramáticos. Dos cento e vinte três dramas que escreveu, e que até o século II a.C. ainda se conservavam na Biblioteca de Alexandria, conhecemos cento e onze títulos, mas apenas sete tragédias e os restos de uma sátira chegaram até nós.


Com Eurípides teve início o teatro psicológico do Ocidente. “Eu represento os homens como devem ser, Eurípides os representa como eles são”, Sófocles disse uma vez. O terceiro dos grandes poetas trágicos da Antiguidade partiu de um nível inteiramente novo de conflito. Ele exemplificou o dito de Protágoras a respeito do “homem como a medida de todas as coisas”.


Eurípides, filho de um proprietário de terras, nasceu em Salamina e foi instruído pelos sofistas de Atenas. “Ele era um cético que duvidava da existência da verdade absoluta, e como tal se opunha a qualquer idealismo paliativo”. Estava interessado nas contradições e ambiguidades, no princípio da decepção, na relativização dos valores éticos. O pronunciamento divino não era a verdade absoluta para ele e não lhe oferecia nenhuma solução conciliatória.


Em contradição com a doutrina socrática de que o conhecimento é expresso diretamente na ação, Eurípides concede a suas personagens o direito de hesitar, de duvidar. Descortina toda a extensão dos instintos e paixões, das intrigas e conspirações. Sua minuciosa exploração dos pontos fracos na tradição mitológica lhe valeu agudas críticas de seus contemporâneos. Acusaram-no de ateísmo e da perversão sofista dos conceitos morais e éticos.


De suas setenta e oito tragédias, das quais restam dezessete e uma sátira, apenas quatro lhe valeram um prêmio enquanto estava vivo.





Referência:

BERTHOLD. Margot. História mundial do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2004.

[caption id="" align="aligncenter" width="432" caption="ruínas do teatro grego de Epidauro"][/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="560" caption="Oresteia"][/caption]

Hoje em POA: programação de aniversário

segunda-feira, 26 de março de 2012

Confira o que tem para fazer hoje na cidade:


Programação do dia 26 de março




Largo Glênio Peres


12h
 – Show Maria Luiza Benitez
18h – Show Guri de Uruguaiana
19h – Show Armandinho
20h – PROJEÇÃO 3D Porto Alegre do Futuro






Mercado Público – 2º PisoExposição fotográfica “Especiais sim, diferentes, Não!”
De 26 de março a 6 de abril
A mostra traz histórias verídicas de 11 animais que passaram por grandes traumas e ficaram com sequelas, mas hoje, recuperados, estão na SEDA à espera de um lar








Câmara de Vereadores14h – Homenagem ao aniversário de Porto Alegre: “A Cidade e suas expectativas para o futuro” – palestra com o Arq. Alberto Lopes. Apresentação de vídeo com depoimento de felicitações de diversos Prefeitos de Porto Alegre, em homenagem ao aniversário de Porto Alegre.
Local: Plenário Otávio Rocha

15h – Abertura das exposições:
- Intendentes e prefeitos: a história da administração municipal
- Porto Alegre, Cidade Maldita. Cidade dos excluídos, Cidade desorganizada: a necessidade do Código de Posturas
- Paisagens Silenciosas: visão da cidade através das obras da Pinacoteca Aldo Locatelli
Local: Avenida Cultural Clébio Sória
- Porto Alegre aos 240 anos, de Alexandre Godinho








Parque Marinha do BrasilFutebol de Campo entre as equipes das EMEFS, dos projetos Escola Aberta, Cidade Escola (FECI) e Esportecoop – 26 a 30 de março – 19h às 23h
Inscrições a partir de 06/03 (encerram quando completar 16 equipes): Departamento de esportes da SMED
Informações: 3289 1869 – 19h às 23h








Mariana em Canto – Zé CaradípiaSala Álvaro Moreyra
15h








Centro Municipal de Cultura – Teatro Renascença (Foyer)Lançamentos da Editora da Cidade: Porto Alegre Sitiada e Breve História de Porto Alegre – Sérgio da Costa Franco e Charles Monteiro
19h








Centro Municipal de Cultura – Sala Álvaro MoreyraMariana em Canto (infantil) – Zé Caradípia
15h




Fonte: Poa 240 anos

Porto Alegre: 240 anos de história

Nada como estrear o blog no dia do aniversário de fundação de minha cidade! Hoje, dia 26 de março de 2012, Porto Alegre está comemorando 240 anos de história. Durante a semana de aniversário da cidade, ocorrem muitas atividades comemorativas como o Baile da Cidade, apresentação da Banda Municipal de Porto Alegre, mostras de fotografia e muito mais.


Nesse ano, entre os dias 24 e 31 de março, Porto Alegre viverá intensamente sua cultura e sua história por meio de shows de música, teatro, literatura, dança, exposições, palestras, cinema, atrações com tecnologia de última geração e muito esporte, com a corrida e a regata de aniversário. Serão mais de 75 horas de cultura – 56 de shows e 19 de teatro e dança -, envolvendo 67 artistas, que farão apresentações solo ou em grupo. Para conferir a programação completa, clique aqui!



Porto Alegre é a capital do estado mais meridional do Brasil, o Rio Grande do Sul. Com uma área de quase 500 km², possui uma geografia diversificada, com morros, baixadas e um grande lago, o Guaíba.

A cidade constituiu-se a partir da chegada de casais açorianos em meados do século XVIII. No século XIX contou com o influxo de muitos imigrantes alemães e italianos, recebendo também espanhóis, africanos, poloneses e libaneses. Desenvolveu-se com rapidez, e hoje abriga mais de 1,4 milhões de habitantes.

A cidade enfrenta muitos desafios, entre eles a grande população ainda vivendo em condições de pobreza e sub-habitação, um alto custo de vida, deficiências sérias no tratamento de esgotos, muita poluição e degradação de ecossistemas originais, índices de crime elevados (embora indicando uma tendência de queda) e crescentes problemas de trânsito.

Por outro lado, ostenta mais de 80 prêmios e títulos que a distinguem como uma das melhores capitais brasileiras para morar, trabalhar, fazer negócios, estudar e se divertir. Foi destacada em anos recentes também pela ONU como a Metrópole nº1 em qualidade de vida do Brasil por três vezes; como possuindo um dos 40 melhores modelos de gestão pública democrática pelo seu Orçamento Participativo, e por ter o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as metrópoles nacionais. Dados do IBGE a apontaram em 2009 como a capital brasileira com a menor taxa de desemprego. A empresa de consultoria britânica Jones Lang LaSalle a incluiu em 2004 entre as 24 cidades com maior potencial para atrair investimentos no mundo e figura na lista da Pricewaterhouse Coopers entre as cem cidades mais ricas do mundo.

Além disso Porto Alegre é uma das cidades mais arborizadas, e alfabetizadas do país, é um polo regional de atração de migrantes em busca de melhores condições de vida, trabalho e estudo, e tem uma infraestrutura em vários aspectos superior à das demais capitais do Brasil. Foi manchete internacional quando sediou as primeiras edições do Fórum Social Mundial e foi escolhida recentemente como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Também tem uma cultura qualificada e diversificada, com intensa atividade em praticamente todas as áreas das artes, esportes e das ciências, muitas vezes com projeção nacional, além de possuir ricas tradições folclóricas e um significativo patrimônio histórico em edificações centenárias e numerosos museus.

(Adaptado do site Wikipedia. Para ler o texto na íntegra, clique aqui)




[caption id="" align="aligncenter" width="161" caption="Brasão da cidade"][/caption]




[caption id="" align="aligncenter" width="800" caption="O centro da cidade junto ao Guaíba, vendo-se em laranja a linha de armazéns históricos do Cais Mauá e à direita a alta chaminé da Usina do Gasômetro, ambas ícones arquitetônicos de Porto Alegre"][/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="785" caption="Paço municipal"]Paço municipal[/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="800" caption="Mercado Público de Porto Alegre"][/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="797" caption="Usina do Gasômetro"][/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="486" caption="Casa de Cultura Mario Quintana"][/caption]

[caption id="" align="aligncenter" width="596" caption="Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS)"][/caption]

Finalizo, então, esse post sobre a minha cidade natal com um poema de Mario Quintana, poeta gaúcho que muito homenageou Porto Alegre:
O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(E nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E ha uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco de minha cidade! :)

Beijos.

Ana Karina