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Um conto de fadas muito divertido: "Deu a louca na Chapeuzinho"

domingo, 8 de abril de 2012

E já que ontem falamos em releitura de contos de fadas, hoje eu inicio o dia falando sobre outra. Diversos escritores e artistas em geral criam novas versões para os contos de fadas que conhecemos. Essas releituras são feitas em conformidade com a época em que elas foram escritas: possuem novas linguagens, criam novas significações fazendo as personagens serem inseridas em um contexto mais moderno para que o público atual consiga se identificar com a trama.


Este é o caso do filme Espelho, Espelho meu, que faz uma releitura do conto Branca de Neve (falamos sobre isso no post de ontem) e é o caso de Deu a louca na Chapeuzinho.




[caption id="" align="aligncenter" width="460"] Chapeuzinho Vermelho indo entregar doces[/caption]

Eu já havia assistido essa animação há alguns anos, mas ontem fui comprar presentes de Páscoa nas Lojas Americanas e encontrei diversos DVDs em promoção. Como professor é uma “raça triste” e não consegue, muitas vezes, olhar as coisas sem pensar na sala de aula, lá estava eu, minutos depois, com quatro DVDs no caixa da loja...


Assisti novamente a esse filme hoje pela manhã e me surgiram várias ideias! Mas isso eu posto em outro momento lá na sessão de Professor, ok?


Deu a louca na Chapeuzinho (Hoodwinked) (2005) é filme de animação, dirigido por Cory Edwards. Como era de se esperar, há uma mudança radical no conto de fada de Perrault. A história inicia na cena clássica da Chapeuzinho encontrando o Lobo disfarçado de Vovó. O interessante é justamente a reviravolta que ocorre a partir daí. A Chapeuzinho e a Vovó não são comidas pelo Lobo, a Vovó possui uma vida cheia de segredos – ela é praticante de esportes radicais –, o Lobo não é mau e não quer comer as personagens. Além dessas modificações, é inserida uma série de personagens como detetives e vilões que não existem no conto original, criando-se uma trama policial.




[caption id="" align="aligncenter" width="691"] o Lobo Mau, o Lenhador, a Vovó e a Chapeuzinho Vermelho esperando serem interrogados.[/caption]

A investigação é desencadeada pelo roubo de receitas dos doceiros da floresta e os principais suspeitos do crime são Chapeuzinho Vermelho, o Lobo Mau, o Lenhador e a Vovó. Cada um deles conta uma versão diferente sobre o ocorrido e o inspetor Nick Pirueta que deverá desvendar o caso e descobrir a verdade.




[caption id="" align="aligncenter" width="686"] Chapeuzinho Vermelho e Japeth, o Bode[/caption]

O filme é extremamente engraçado e com certeza diverte não só as crianças mas adultos também. Já existe, aliás, a continuação desse filme, que ainda não tive oportunidade de assistir, mas pelo trailer, já dá para ter uma ideia de que também é muito bom!







Acho que trabalhar diferentes leituras do mesmo conto de fada é enriquecedor para o trabalho em sala de aula e com certeza vou utilizar esse filme com as minhas turmas.


Espero que vocês se divirtam tanto quanto eu!


Beijinhos.


Ana Karina

"Espelho, Espelho Meu"... será que existe uma madrasta mais cômica do que eu?

sábado, 7 de abril de 2012

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Hoje eu estou muito feliz pois estou postando a primeira colaboração no Blog Da Literatura!! A Claudinha, do blog Jardim dos Sonhos, fez um texto lindíssimo sobre o filme Espelho, Espelho meu, que estreou nessa semana em Porto Alegre e que tive a oportunidade de assistir com os meus amigos na noite de ontem. Ao final do filme, ela comentou comigo que iria postar um texto sobre ele em seu blog e eu pedi que postasse aqui também! :)


Aqui está, então, o texto da Clau. Espero que gostem!

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Ainda que passados tantos anos dos primeiros registros literários do sombrio conto da tradição oral alemã, a história da bela princesa órfã que desperta a inveja e a raiva de sua madrasta continua presente no imaginário popular.


Essa releitura, dirigida por Tarsem Singh, porém, mostra a história sob um novo olhar, alterando nomes e fatos, criando um universo menos sombrio que o original, mas tão inusitado quanto. Momentos de tensão dividem espaço com o humor que percorre a cena ao longo da impagável atuação de Julia Roberts e dos divertidos sete anões..













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A história original está lá, mas podemos começar dando adeus a Atchim, Soneca, Zangado, Feliz, Dengoso, Mestre e Dunga. Ah, esqueçamos, também, o caçador... aquela Branca de Neve inocente... e o beijo salvador que acorda a princesa da "morte"...

Grim, Napoleão, Açougueiro, Tampinha, Lobo, Rango e Riso são os sete anões, que, com certeza, não trabalham em uma mina nem tão pouco têm uma vida honesta e humilde na floresta. Pequenos saquedores sobre pernas de pau, os anões garantem ótimos momentos do filme.

A madrasta é um dos pontos altos... fortes e irônica... é tão divertida que quase chegamos a torcer por ela.

Lily Collins é a responsável por viver uma Branca de Neve com 18 anos recém feitos. Ao ver-se sozinha na floresta, ela acaba por conhecer os anões, com quem passa a morar e com os quais aprende a se defender, roubar e pensar estrategicamente..













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Armie Hammer vive o príncipe desastrado, bobo e atrapalhado, que inicia a história sendo assaltado pelos anões, chega seminu ao castelo da Branca de Neve. Sua beleza e condição econômica fazem despertar o interesse da rainha, que vê seus planos em perigo ao perceber o interesse do príncipe por Branca de Neve.
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Como resultado final temos um filme divertido, que agrada tanto pelo enredo quanto pela exuberância visual.


Apesar da crítica negativa, que o vê como um pastelão artificial, é um filme que vale a pena ser visto. Afinal, o mundo da fantasia nos abre tantas portas... por que insistirmos em adentrar sempre pelas mesmas?..

















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Divirtam-se... seja com as fadas ou com as bruxas, posto que o imaginário transforma todas elas em um conteúdo onírico que nos faz viajar, viajar, viajar...


Beijinhos...



Clau Labres

Hans Christian Andersen e o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O dia 2 de abril é um dia muito importante para a literatura pois se comemora o aniversário de nascimento de Hans Christian Andersen.


Você já ouviu falar desse autor? Talvez você não se lembre desse nome, mas com certeza já leu algum conto ou já assistiu a alguma adaptação de sua obra na televisão ou no cinema.




[caption id="" align="aligncenter" width="225" caption="Hans Christian Andersen"][/caption]

Hans Christian Andersen nasceu numa cidade chamada Odense, na Dinamarca, em 2 de abril de 1805. Ele foi um importante escritor de histórias infantis. Ele nasceu numa família muito pobre, seu pai era um sapateiro e sua mãe, lavadeira. Apesar disso, o pai sempre incentivara o seu filho, deixando-o aprender a ler, contando-lhe histórias e fabricando-lhe um teatrinho de marionetes.


Em 1816, seu pai morreu e Hans, com apenas onze anos de idade, foi obrigado a abandonar a escola e a se sustentar. Trabalhou como aprendiz de tecelão e, mais tarde, para um alfaiate. Aos quatorze anos, mudou-se para Copenhague para procurar emprego como ator. Tendo uma excelente voz de soprano, foi aceito no Teatro Real da Dinamarca, mas sua voz logo mudou. Um colega do teatro disse-lhe que o considerava um poeta. Levando a sério a sugestão, começou a focar-se na literatura.


Em 1822, publicou o seu primeiro conto, O Fantasma da Tumba de Palnatoke. Em 1828, foi admitido na Universidade de Copenhague. Alcançou reconhecimento internacional em 1835, quando lançou o romance O Improvisador, na sequência de viagens que o tinha levado a Roma, depois de passar por vários países da Europa.


Apesar de ter escrito diversos romances adultos, livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos de fadas que tornaram Hans Christian Andersen famoso. Especialmente pelo fato de que, até então, eram muito raros livros voltados especificamente para crianças.


Inicialmente, seus contos eram baseados na tradição popular, com o tempo, o autor desenvolveu contos de fadas inéditos. Ele continuou escrevendo seus contos infantis até 1872, chegando à marca de 156 histórias. Faleceu em Copenhague no dia 4 de agosto de 1875.



Prêmio Hans Christian Andersen


Devido à importância de Hans Christian Andersen para a literatura, foi escolhida a data de seu aniversário para celebrar o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. Seu nome também foi escolhido para o mais importante prêmio literário da literatura infanto-juvenil: o Prêmio Hans Christian Andersen.


Esse prêmio é concedido a cada dois anos pela International Board on Books for Young People (filiada à UNESCO) para escritores e ilustradores vivos. Consiste de uma medalha de ouro entregue pela rainha da Dinamarca Margarida II da Dinamarca, patrona do prêmio.


Entre os premiados constam as escritoras brasileiras Lygia Bojunga Nunes (1982) e Ana Maria Machado (2000).


Entre os contos mais conhecidos de Andersen, destacam-se A Polegarzinha, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A roupa nova do Rei, A Princesa e a Ervilha e um dos contos que acho mais triste (e lindíssimo!) O Patinho Feio.




[caption id="" align="aligncenter" width="208" caption="O patinho feio (texto de Ruth Rocha)"][/caption]

Gosto muito dos contos de Andersen e sempre que posso trabalho em sala de aula com os alunos.


Os estúdios Disney fizeram adaptações para o cinema dos contos deste escritor e um desenho que chamava bastante a minha atenção quando criança era o do Patinho Feio... como eu chorava junto com aquele patinho que foi abandonado pela família por ser diferente. O desenho é um clássico de 1939 e vale a pena assistir! O desenho é bem curtinho, tem aproximadamente 9 minutos, e está disponível no youtube.







Outro desenho que gosto muito é A pequena sereia cuja adaptação é de 1989. Escolhi uma cena que adoro para mostrar pra vocês: o siri Sebastião tenta convencer a sereia Ariel a não conhecer o mundo dos humanos. A música “Under the sea” é bem conhecida. Abaixo, a versão traduzida para o português:









[caption id="" align="aligncenter" width="220" caption="Pequena Sereia (Den lille havfrue). Estátua que fica na cidade de Copenhague, na Dinamarca, de Edvard Eriksen (1913)"][/caption]